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28 de janeiro de 2008

Suharto

Morreu o velho ditador indonésio, de que gritei o nome seguido de coisas ainda mais feias. Outros tempos, e a defesa de uma Causa que me foi mordendo a partir da adolescência. Com toda a mudança que tem ocorrido, oxalá venha uma Indonésia diferente, porque a que conheci era muito à imagem do seu presidente - corrupta. Ou seria o presidente à imagem da Indonésia?
Xanana, o primeiro de Timor, foi ao funeral. Ele que esteve preso sob as garras de Suharto, ele que viu o seu povo massacrado sob as suas ordens - porquê? Porque é um homem inteligente e quer a paz, o futuro.
No JN pode ler-se: «"Até que enfim!". A reacção, em jeito de desabafo e sem hipocrisia, de Ana Gomes à morte do antigo ditador indonésio Suharto traduz o estado de espírito de muitos que viverem o drama do povo timorense. » Pois não é nada o meu. Gostava que ele tivesse sido chamado à justiça, mas não me agrada nunca a morte de uma pessoa, por pior que seja.

Bom dia, boa semana

Muito bom dia. De volta para blogar. Vamos ver se não perco o rancor.
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Sugestões a acompanhar: no aniversário do nascimento desse grande homem, português, universal, que foi o Padre António Vieira, não podem deixar de visitar o site comemorativo. E ainda o Fé & Justiça XVI.
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Noutra área, mas onde também há um Centro Juvenil Padre António Vieira, foi actualizado o site do Prof. Almeida Serra sobre Timor. A não perder!

20 de dezembro de 2007

20 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Algumas pessoas muito especiais. Timor-Leste.

14 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

A caminho de Tutuala, Timor-Leste

9 de agosto de 2007

Timor-Leste

As coisas em Timor andam complicadas. De facto, repetem-se erros que não contribuem para a pacificação do território, do país. Um governo artificial, por mais que se deseje uma nova orientação, ou se simpatize com forças mais moderadas, ou se goste do rosto de Xanana, não trará, pela maneira como o processo decorre, paz. Nada de bom se antevê, portanto. Oxalá esteja enganado.
O tempo anda curto, apesar das férias que não são férias. A falta de Internet não ajuda. Mas procurarei melhorar. Fica o voto de que tudo melhore na Ilha do Crocodilo, de que os timorenses surpreendam. Oxalá.

7 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Entrada do Cemitério de Santa Cruz, Díli, Timor-Leste
(fotografia de Ângelo E. Ferreira)

Há uns dias atrás contei como tinha chegado pela primeira vez, quase acidentalmente, até ao cemitério de Santa Cruz e Díli. Consegui descobrir nos meus arquivos as primeiras fotografias que tirei nesse dia mágico, muito emocionado. Hoje, que Timor volta a aparecer na caixinha mágica da televisão - não pelas melhores razões -, partilho convosco uma dessas imagens. A situação em Timor ainda se vai complicar antes de melhorar. Os políticos timorenses parecem não aprender com os erros do passado. E o povo é que sofre.

17 de julho de 2007

Fotografias de Timor

Xanana Gusmão, Alexandre Gusmão e Ângelo Ferreira
Restaurante Casa Queimada, Díli, Julho de 2001

Esta fotografia é apenas parte de uma maior a que não tenho acesso onde estou. Na original estão mais umas pessoas que não posso deixar de referir: Profs. Carlos Couto (UM), Gabriel David (UP), Tomaz Dentinho (UAçores) e Francisco Diniz (UTAD).
Estávamos em missão em Timor, de uma semana, para organizar o projecto de cooperação de ensino superior. Nessa noite, fomos jantar à Casa Queimada onde, por acaso, Xanana jantava acompanhado da mulher e amigos. Como eu já conhecia o comandante, as pessoas pediram-me que lhe falasse para tirarmos uma fotografia com ele. Foi um momento muito agradável e animado de convívio.
Esta viagem seria muito marcante para mim. Especialmente no dia em que, de madrugada, saindo cedo do hotel, ainda a umas horas dos conmpromissos marcados pela Embaixada, vagueei pelas ruas de Díli ali próximas. Não conhecia nada e, portanto, ia à descoberta, procurando não me perder. Amanhecia e havia no ar aquele nevoeiro característico de Díli, que lhe dá um certo misticismo tropical, se juntarmos o calor permanente e os cheiros exóticos no ar.
Correndo atrás do cheiro das goiabas, fui dar a uma rua larga e muito comprida, que atravessava, ladeada por bananeiras, um bairro de casas humildes, a maioria destruídas (nos incidentes de 1999), outras construídas em chapa de zinco, mais recentes. A natureza era exuberante e abatia-se sobre mim com tal vigor que compensava em dobro, com a sua beleza, o aflitivo calor que se sentia, a sede crescente e o corpo suado, pegajoso. À medida que me embrenhava naquele verdejante e aromático percurso, começava a ficar mais nítido o cenário de fundo: a bela montanha que serve de guarda-costas a Díli.
Avancei por essa avenida, cumprimentando as simpáticas pessoas que ia encontrando e queriam conversar em português. Falámos de Portugal, Timor, das escola antiga, dos rios, das minas e dos apeadeiros da linha do norte em Portugal Continental, do Portugal do Minho a Timor, como antes se dizia e aprendia. Conversas surreais, muito divertidas, muito ilustrativas daquilo que se passou e passa em Timor.
Levei mais de uma hora a fazer cerca de trezentos, quatrocentos metros. A certa altura dou de caras com um muro alto do lado esquerdo, identifico um cemitério e, quando chego ao portão de entrada, quase desmaio. Estava à porta do cemitério de Santa Cruz! Quase dez anos depois das imagens que revoltaram meio mundo - sim, porque houve quem nunca se importasse -, eu estava ali, sem saber como, por coincidência feliz, eu estava ali. E reconheci imediatamente a capela ao fundo, mal se entra. Recordava bem aquelas imagens que me tinham levado a envolver-me, ainda que humildemente, na Causa Timorense. Aquelas campas por entre as quais as pessoas caíam, gritavam, eram atingidas pelas metralhas indonésias. E a capela, onde se via gente a rezar em português, um estudante baleado deitado no chão (Levy Coutinho, que veio a sobreviver e mais veio estudar para Coimbra), amparado por um colega. As imagens que Max Sthal fez e ajudaram a construir um caminho, um caminho para a liberdade.
Esse mesmo caminho que me levou a Timor, seguindo as pegadas da sorte e, talvez, de algo mágico, como o aroma da goiaba.

10 de julho de 2007

Cartas Para Sakhalin - Diário de Aveiro (010)

Mural em Manatuto, Timor-Leste
(Fotografia de Almeida Serra)
Hau hakerek surat ida

O dia 30 de Agosto de 1999 ficaria para sempre na história de Timor – eu diria da Humanidade – como símbolo de esperança e liberdade, como lição de luta e determinação. Um pequeno povo no sudeste-asiático (menos de um milhão), anos a fio abandonado pelo “realismo político” internacional, conseguia mediatizar a sua Causa e libertar-se, em referendo patrocinado pelas Nações Unidas, do jugo de uma superpotência militarista (com cerca de 200 milhões de habitantes).
Foram muitos os factores que tornaram possível o “milagre” da sobrevivência a um regime sangrento, que começou com a violenta invasão a 7 de Dezembro de 1975, quando Portugal procurava colocar um ponto final a um período colonial de quase 500 anos.
Foi todo um povo que soube resistir, sofrendo, tantas vezes silenciado, o dramático peso da espada da tortura física e psicológica. Foi a determinação de uma pequena guerrilha, mal armada, mas que, fruto de fortes lideranças – entre as quais a do Comandante Xanana Gusmão –, soube manter um nível mínimo de organização e cultura táctica, uma relação activa com a componente política da resistência e uma visão actualizada do mundo, permitindo-lhe o devido ajustamento das acções.
Foi uma resistência clandestina baseada em vidas duplas, para distrair e relaxar o inimigo, enquanto, na penumbra da noite cerrada, jovens estafetas subiam a montanha a pé com as informações surripiadas ou compradas com suborno, sustentando um quase mágico sistema de comunicações, que permitia igualmente fazer sair do território a denúncia dos atropelos constantes aos direitos humanos. Foi uma igreja católica que soube dar guarida ao enorme sofrimento, edificando-se como referência moral de civilidade e paz, fomentando a educação – das escolas da igreja sairiam alguns dos melhores líderes timorenses –, o respeito pela pessoa humana, denunciando ao mundo aquele inferno e, em gestos algo inéditos, apoiando mesmo os esforços da guerrilha. Alguns dos seus padres foram determinantes nesta matéria, quer ajudando nas comunicações, quer com apoio alimentar e logístico.
Foi uma diáspora que se foi agigantando – liderada em grande medida por Ramos Horta – e construiu um brilhante trabalho de relações internacionais, colocando na agenda internacional a questão de Timor, coligindo solidariedades.
Foram países e povos amigos, pessoas anónimas que juntaram a sua voz ao choro, às orações e aos cânticos das mães timorenses que viram morrer os seus filhos no Massacre de Santa Cruz em 1991 – um coro que se viria a tornar ensurdecedor. Quando nesse ano o mundo acordou para o problema de Timor, assistindo aterrorizado às imagens da matança que o exército indonésio perpetrou sobre jovens indefesos no cemitério de Santa Cruz, em Díli, recolhidas pelo jornalista Max Sthal, começava uma reviravolta na luta pela independência, cimentada por acontecimentos mediáticos posteriores, como a prisão de Xanana, a visita do Papa João Paulo II e, mais tarde, pela atribuição do Prémio Nobel da Paz 1996 a D. Carlos Ximenes Belo e a Ramos Horta.
Em Aveiro, creio que em Dezembro, um grupo de jovens estudantes universitários, ao qual eu tive o privilégio de pertencer, manifestava a sua solidariedade pelas vítimas e exigia a saída urgente e incondicional da Indonésia, contribuindo para lançar as raízes de um duradouro movimento que envolveria professores, estudantes e cidadãos aveirenses e colocaria a cidade e a universidade de pedra e cal na Causa Timorense. Mais tarde, quando fui presidente da Associação Académica, tive a oportunidade feliz de poder envolvê-la nesta difícil luta pela liberdade de Timor. As nossas iniciativas, das quais destaco as visitas de D. Ximenes a Aveiro (1997 e 1998, esta última para lançar a Campanha de Bolsas para Timor), foram, apesar de humildes, um contributo empenhado para aquele dia de emocionante felicidade que foi o 20 de Maio de 2002, quando, sob os auspícios da ONU, a bandeira de Timor-Leste independente subia o mastro mais alto do mundo para assinalar a vitória da liberdade.
Um conjunto de coincidências felizes, e o convite honroso dos professores Júlio Pedrosa e Renato Araújo, à época com funções de decisão no meio universitário português, e empenhados desde longa data na Causa, levaram-me a Timor-Leste em trabalho, no já distante ano de 2001, como representante da Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) e coordenador local da implementação de cursos de ensino superior em língua portuguesa, projecto integralmente financiado pelo Estado português e liderado pela FUP.
No dia 11 de Novembro de 2001, quando assistia no Cemitério de Santa Cruz às cerimónias do 10º aniversário do Massacre, dei por mim a reviver emocionado todo aquele trajecto – uns anos antes apenas um sonho, para alguns improvável, para muitos impossível –, que me provava que vale a pena acreditar em valores e causas, por mais difíceis que sejam, por mais que nos digam que não vale a pena. E gravei para sempre, no meio daquela multidão de resistentes e vítimas, ao lado daquele povo heróico, a certeza de que o ser humano é capaz de grandes feitos quando neles se empenha de alma e coração.
Neste período sensível e crítico para os timorenses, depois das suas decisivas eleições, hau hakerek surat ida (escrevo esta carta) para lhes pedir o mesmo empenho, na construção do desenvolvimento e da paz, que colocaram na tarefa “impossível” da liberdade. Vocês provaram que são capazes. Nós agradecemos mais uma lição.



Para saber mais sobre Timor, ler: os livros do excelente escritor timorense Luís Cardoso (D. Quixote), dos quais destaco, para este efeito, Crónica de Uma Travessia; Autodeterminação em Timor Leste, de Ian Martin (Quetzal); Paisagens Timorenses com vultos, de Ruy Cinatti (Relógio d’Água); Funo, de Cal Brandão (AOV); As Flores Nascem na Prisão, de Adelino Gomes (Notícias).

5 de julho de 2007

Visita de D. Ximenes Belo à Universidade de Aveiro

Ângelo Ferreira, D. Carlos, Prof. Júlio Pedrosa, D. António, Miguel Oliveira
(Fotografia de Artur Lopes in SInBAD)
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«Vista parcial da conferência subordinada ao tema a "Acção da Igreja em Timor Leste, Formação e Sensibilização da Juventude para a Defesa dos Direitos Humanos", em 18 de Maio de 1998. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, destacam-se o Presidente da Associação Académica, Ângelo Ferreira, o Bispo de Dili, D. Ximenes Belo, o Reitor da Universidade de Aveiro, Prof. Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus e o Bispo de Aveiro, D. António Marcelino.» in SInBAD

30 de junho de 2007

Fotografias de Timor


Ilhéu de Jaco, Timor-Leste
(Fotografias de Marta Chantal'2007 - clique para ampliar)

Jaco é um paraíso na Terra. Um lugar distante, mesmo para quem está em Timor. Cerca de 7, 8 horas de viagem, de jeep, contando com paragens pelo caminho para comer qualquer coisa, ou para outras necessidades fisiológicas. A viagem, apesar de dura, sobretudo para quem conduz, é deliciosa, e vale a pena repeti-la e repeti-la, vezes sem conta.
Díli, Metinaro, Manatuto - passando por Laleia, a aldeia do Comandante Xanana Gusmão -, Baucau (antiga Vila Salazar, quem diria), Lautém, um desvio a Lospalos, e finalmente Tutuala (antiga Nova Sagres), bem no extremo leste de Timor, de onde se desce à praia e, com a ajuda dos pescadores, se passa de beiro para o Ilhéu.
Durante a viagem, os olhos convertem-se a uma beleza renovada a cada olhar. Há sempre um ângulo diferente, uma tonalidade diferente no céu e no mar. A vegetação muda exuberantemente. A própria configuração dos terrenos não é a mesma a cada deslocação, dependendo das chuvas que se fizeram abater sobre aquele chão sagrado - algumas vezes não encontramos pedaços da estrada "velha", ou então não podemos passar porque a estrada está submersa nas águas que desceram da montanha sem avisar. Outras vezes, tal era o desejo de partir, avançámos mesmo com as núvens carregadas de aviso.
O impulso para passear em Timor, com aquele calor libertador, que nos limita a uns calções, uma t-shirt e chinelas, é o mesmo que temos em Portugal quando chega o Verão, e queremos ir para a praia ou para a montanha - incontrolável. Ali, longe de centros comerciais e de um mundo - o nosso - tão voltado para o consumismo, a futilidade e a distância entre pessoas, dá-se mais atenção ao convívio e à natureza, pelo que, a qualquer oportunidade, ninguém fica para trás. Toca de partir para o interior daquela ilha, que assombrou tantos portugueses que por lá passaram, voltando apaixonados, enfeitiçados.
Durante a viagem, temos a sensação que o avô crocodilo e todos os espíritos dos avós nos acompanham pela beira da estrada, entoando hinos ancestrais, chamamentos, um diálogo com o planeta, com as plantas, com os animais. Os eucaliptos brancos, pequenos, esguios e curvilíneos, parecem entrar nesse diálogo das tradições ancestrais, dançando, como as mulheres de Timor, um delicado tebedai (dança), ao ritmo marcado pelos babadok (tambores).
O caminho para um fim de semana de alegria e paz faz-se quase sempre junto ao mar, com a alma afundada naquele azul turquesa vibrante, mesclado das múltiplas variações de cor que nos vão surgindo à medida que Díli vai ficando para trás.
(continuaremos esta viagem)

Fotografias de Timor

Cidade de Deus, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)

28 de junho de 2007

Fotografias de Timor

Baía de Díli, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)
Avenida de Portugal, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)
Que belas imagens de Díli, sem dúvida alguma! Ao olhar para elas sinto uma saudade enorme, uma nostalgia de fim de tarde. Lembro-me de passear pela Avenida de Portugal, sentindo aquele vento que inclina as palmeiras e, mais à frente, chegando ao Palácio do Governo, em direcção a Lecidere, os barcos, esses barcos místicos, num suave balanço, sobre os quais se abatem as maravilhosas cores do pôr-do-sol. Lá chegado, já não há vento. Ainda se encontram alguns pescadores e vendedores de peixe, sempre animados e dispostos a um contacto brincalhão com quem passa. Há que procurar vender. «Malae, ikan di'ak los.» Uma abanadela para despachar as moscas que o calor e o cheiro ali trouxeram, uma molhadela para lhes dar um ar mais fresco, e toca a meter conversa. Mais à frente o supermercado da Lita, as vendedoras de fruta nas bancas, as crianças a vender também, mas mais afoitas, atravessando a estrada para um contacto mais próximo com o cliente. E depois, vem aquele aroma do mar nos trópicos, ia jurar que com um bocadinho de goiaba que vem lá do Mercado Lama ou da estrada para Taibessi. Sentado na beira do mar, esse mar oceano, sabemos que Portugal está longe, mas existe, sobretudo no nosso imaginário da distância.

21 de junho de 2007

Boas notícias

Ilhéu de Jako, Timor-Leste


Boas notícias. Estive agora mesmo com o Samuel, estudante de Engenharia Química da Universidade de Aveiro, que acabou hoje o curso. Nada de anormal, portanto. Mas há aqui uma particularidade importante, que eu quero deixar aqui sublinhada para a posteridade. O Samuel será, até prova em contrário, o primeiro estudante timorense, daquele grupo de bolseiros que vieram em 2001, a terminar o curso! E com boas notas! Tudo certinho, direitinho. Grande Samuel, um orgulho para todos, um orgulho para a Ilha do Crocodilo.


Hoje sei que no Matebian os espíritos dos avós, dos katuas idos, comem Karau, bebem café Timor, fumam e regozijam pelo sucesso deste bom descendente.


Parabéns irmão.

22 de maio de 2007

Fotografias de Timor

O programa de cooperação entre as Universidades e Politécnicos públicos portugueses e a Universidade Nacional de Timor Lorosae, coordenado pela Fundação das Universidades Portuguesas, de que fui o representante em Timor de 2001 a 2004, teve recentemente um desenvolvimento importante.
Os alunos das primeiras "fornadas" receberam finalmente, seis anos depois, os seus diplomas. Voltarei a este assunto, mas, para contentamento daqueles que estiveram envolvidos na leccionação das cadeiras e apoiaram o projecto, deixo aqui algumas imagens que a Inocência Correia teve a amabilidade de me enviar.

(Filomeno e Inocência. Engenharia Informática, cursos de 2001 e 2002 respectivamente)

(graduados de Engenharia Informática. Curso de 2002)

11 de maio de 2007

Parabéns Ramos Horta

Da entrevista de Ramos Horta ao Público, deixo aqui apenas duas respostas, mas que mostram muita diferença, muita diferença:
PÚBLICO: Como está a celebrar, pessoalmente, esta vitória?
José Ramos-Horta: Não celebro por causa, obviamente, da situação humanitária de milhares de deslocados em Díli e noutros pontos do país. Quando há [por outro lado] alguns que se sentem "derrotados", não celebro. Celebrar a vitória nestas circunstância seria, talvez, achincalhar outros.
P: Já falou com os seus adversários?
R: Tomei a iniciativa de me deslocar a casa do dr. Maria Alkatiri. Trocámos um grande abraço. Ele estava bastante combalido, por causa do caso do ex-ministro Rogério Lobato, que tinha recolhido à prisão de Becora.

Fotografias de Timor


O meu amigo Maurício Borges faz um blogue a partir de Timor. O primeiro blogue de um timorense a partir de Díli, que eu conheça, pelo que são óptimas notícias.
De nome CROMOS - aquilo que alguns professores portugueses chamavam a grupo muito unido, animado, simpático de alunos de Informática da Universidade Nacional, do qual fazia parte o Maurício -, este blogue é uma boa notícia! Teremos a oportunidade de ali ver belas imagens de Timor, das suas gentes e tradições! Falta apenas que esteja escrito também em português, pois aparece em Tétum e Inglês, língua que o Maurício domina bem.
Maurício, para quando escrever em português?