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18 de junho de 2008

Força Portugal

no Expresso:
Referindo-se ao jogo de 5ª feira contra a Alemanha, Ronaldo evidenciou um, mais que razoável, domínio da palavra. "Como já foi dito, nestes jogos um pequeno pormenor pode decidir tudo. Espero ser um pequeno pormenor..."

25 de janeiro de 2008

Parabéns Eusébio!

Seguindo uma dica do fernando Martins, e roubando a imagem, parabéns grande Eusébio. Guardo com muita estima a bandeira nacional que tu me assinaste em Díli no Liceu Francisco Machado (actual Universidade Nacional). Grande momento aquele em que um estudante te perguntou se a lenda, aquela lenda de que uma vez tinhas arrumado com um guarda-redes, era verdade. e logo brincaste dizendo que não eras assim tão mau, mas que um dia mandaste, de livre, na cabeça do guarda-redes do Belenenses, que tinha chamado uns nomes feios à senhora tua mãe, e ele ficou mal.
Até em Timor correm lendas tuas, e os miúdos que jogam na areia da praia herdam o sonho de vir a ser como o Pantera Negra.
Grande Eusébio!

30 de novembro de 2007

Braga

O Braga jogou que se fartou. Deram uma sova no Bayern, uma sova. Ensinaram-nos a jogar futebol, com alegria, com garra. E também deram porrada naqueles meninos vaidosos, porrada de criar bicho. Ontem gostei de ver futebol, à séria. O empate a uma bola até foi, de certa forma, injusto. Mas é um excelente resultado. Continuem assim, que vão longe.

22 de novembro de 2007

Europeu 2008

Parabéns Scolari, em primeiro lugar, porque tem feito um excelente trabalho. E muito haveria dizer sobre isto. O homem tem alguma razão para se sentir magoado. O que ele construiu na selecção está a anos luz daquilo a que estavamos habituados, e que era triste demais!
Parabéns jogadores, que se comportaram à altura, fizeram um jogo seguro, nada fácil, porque os outros estavam todos no buraco, a jogar à falsa-fé. Tiveram o que mereceram.
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Convulsões. Fala-se da ida de Mourinho. O interessante é ver que há gigantes a tombar, e, mesmo assim, os jornalistas inlgeses não chamam nem metade dos nomes ao seleccionador Steve McLaren. Somos sempre pobres e mal-agradecidos, não haja dúvida. E gostamos de chafurdar na porcaria, e de ver sempre os aspectos negativos do filme - vergonhoso.
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Nota: nem sempre concordo, aliás como muitos dos trienadores de sofá, com as opções de Scolari, mas daí a não perceber a grande competência do homem e do treinador, e o grande trabalho que ele prestou e presta ao país, valha-me Deus.

14 de novembro de 2007

Cartas para Sakhalin - Diário de Aveiro (21)

Chip na bola?

Depois de ter dito na semana passada que não era grande fã do programa Prós e Contras, tenho hoje de dar a mão à palmatória e logo a favor de uma edição sobre futebol.
Também eu tenho sido crítico em relação ao país da bola, onde tudo gira em torno do desporto rei e, especialmente, para mal de quem sua a camisola honestamente, em volta do apito, que ora é dourado, ora é vermelho, ora é verde, ora é “tutti frutti”.
Mas, independentemente da fruta, o futebol é paixão que faz mover o planeta azul, e eu não sou excepção. Gosto muito de futebol. É um desporto de grande beleza técnica, uma arte que, como todas as artes, é difícil explicar a quem não tem os instrumentos para a perceber.
O futebol é também uma das nossas melhores indústrias. É das poucas em que os portugueses são dos melhores à escala global. Temos, assim em traços largos, o quarto lugar do campeonato do mundo e o segundo do campeonato da Europa. A selecção A está no oitavo lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), atrás de grandes países como a Argentina (1º), o Brasil (2º), a Itália, a França, Alemanha, Espanha e Países Baixos. Oxalá estivéssemos assim nos outros indicadores de desenvolvimento. Os nossos clubes portam-se razoavelmente bem nas competições internacionais. A nossa indústria de jogadores é notável, com capacidade para produzir algumas das melhores vedetas mundiais: Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Pauleta, Cristiano Ronaldo, Nani, etc. E sem esquecer que temos ainda o “the special one” Mourinho e o não menos especial Carlos Queiroz do ManU.
Os jogadores, verdadeiros artistas desse magnífico espectáculo conseguem contrariar até todas as rasteiras menos desportivas, preparadas dentro e fora do campo. Sendo um negócio de milhões – nada contra -, o futebol está sob a mira de gente sem escrúpulos para ganhar a todo o custo (dinheiro, muito dinheiro, poder).
Este “Prós e Contras”, que versa em larga medida a introdução de auxílios tecnológicos à decisão dos árbitros, mostra alguns velhos do Restelo. O maior e mais barbudo é a FIFA e os seus patrões, apoiados numa rede de interesses pouco claros, sob a desculpa do conservadorismo das regras – uma incrível falácia. As regras do futebol já mudaram muito nos último anos, e ainda bem. A estes velhos senadores interessa alguma confusão, alguma subjectividade, que garanta a influência que lhes permita determinar a justiça final do jogo. É um hábito muito entranhado. Também na sociedade é assim, havendo uns tais que se consideram deuses próximos do arquitecto, decidindo, conforme o vento e a chuva, o que é justo, quem deve ganhar ou perder.
É um mundo perigoso, lamacento.
O suposto árbitro, inocente ou corrupto, mas muitas vezes um pobre coitado em ambas as circunstâncias, lá anda nas bocas do mundo, servindo de bode expiatório, de joguete, nas mãos de criminosos na confusão da feira popular. Afinal, porque não podem ser usados todos os meios tecnológicos que auxiliem o juiz a tomar as decisões correctas? Afinal, porque não devem essas decisões ser o mais isentas e rigorosas possível?
Espantou-me ver pelo não o comentador desportivo Paulo Catarro. Diz ele que o erro faz parte da emoção do jogo, e que todos os intervenientes se enganam. O Paulo Catarro não sabe que o árbitro não é protagonista do jogo, mas o seu juiz! E também não consegue perceber que basta a beleza que as fintas dos Cristianos emprestam à arte e à emoção do espectáculo, sem necessidade de suspeitas sobre se houve erro ou aldrabice. O futebol, como tudo na vida, não deve temer a verdade e a justiça, desde que não se entre em derivas persecutórias, como aliás fazem políticos e jornalistas no nosso dia-a-dia, sem qualquer problema. O próprio Paulo Catarro gosta de repetir e repetir jogada para atacar os árbitros pelos erros cometidos, o que não deixa de ser fantástico!
Será que, por doença profissional, o comentador desportivo quer ser ele próprio o juiz da bola?
É totalmente infundado o medo de que os meios tecnológicos de apoio à verdade desportiva retirem à competição a sua espectacularidade. Quem pode acreditar nisso? Noutros desportos estão a ser implementados com excelentes resultados, como podemos ontem comprovar pelas opiniões objectivas do seleccionador nacional de rugby e pelo nosso proeminente árbitro internacional de ténis. O desporto rei é também um negócio de milhões que exige rigor e verdade, pois uma “decisão errada”, que poderia ser melhor julgada com apoio tecnológico, pode significar prejuízos avultados – prejudicando, em regra, os mais fracos, como se sabe, ou promovendo alguns por razões políticas. Assim ao jeito dos piores festivais da canção-do-bandido ou miss-qualquer-coisa-geo-estratégica.
Os auxiliares tecnológicos não vêm resolver tudo, é certo, e alguns podem até quebrar a dinâmica do jogo – pondere-se –, mas o que não se pode é tapar o sol com a peneira, nem confundir a floresta com a árvore. Certo é que o triste espectáculo da falta de verdade desportiva, que gente tão ilustre continua a proteger, tem afastado gente dos estádios e promovido a violência. Afinal, que espectáculo pode existir na falsidade?
É neste lamaçal, mais perto do coliseu romano do que dos palcos da modernidade, que assistimos com vergonha aos jogadores a atirarem-se ora à honra do árbitro ora às pernas dos colegas de modalidade sem medo de as partir. Da plateia ouvem-se impropérios que mancham o hino da pátria e dos egrégios avós.
Será que falta algum chip na bola dos senhores do futebol?
~
Este texto na edição escrita tem uma gralha vergonhosa: "Os auxiliares tcnológicos não vêem..." A primeira vez que os meus olhos vêem o texto com olhos de ver, até me vêm lágrimas aos olhos.

15 de outubro de 2007

Mourinho strikes again

Well, it seems Mourinho is giving you, Sun, another headache. You just don't like the guy, what can you do? But maybe it was better if you find another translator, because that was not the meaning of Mourinho's words. I don't think that he intended to offend Chelsea's fans. mourinho has notting against them - he loves the blues. He just wanted to say that they are more educated, but you don't get it, do you? You just want to light some fire, isn't it? And now you're talking about his love-affairs... What a hell, it doesn’t matter at all.
We still love your football. And you can´t forget him, right?
That's the beauty of the game.

14 de setembro de 2007

A Origem das Espécies

E, já agora, do Francisco José Viegas:
O cantinho do hooligan.
Mau feitio.Só para que conste, por causa do mau feitio: ontem de manhã, as rádios transmitiram apelos lancinantes do povo para que Scolari se demitisse ou fosse demitido, porque aquilo (andar a bater em sérvios) não se faz. Eu acho que Scolari tem sido um treinador abaixo do razoável, ao nível da burrice média e do primeiro dos jogos com a Grécia. Basta ver os últimos seis jogos da selecção. Miséria. Se fosse por isso, aceitaria que se ponderasse a demissão nesta altura do campeonato. Mas tamanha indignação do povo (acrescentada à indignação de Javier Clemente, cujo penteado é quase tão mau como o de José Antonio Camacho), pedindo moral nos estádios e polícia de costumes nos lares, gritando contra o sangue na estrada e os mosquitos nas albufeiras, indispôs-me a sério. Ao ver tamanha concentração de ex-namoradinhos de Scolari a bradar em nome da moral, deu-me uma vontade fatal de lhe mandar um abraço e de ir a Espanha à procura de sérvios disponíveis para serem agredidos. Não vi a entrevista na RTP, ouvi só o essencial da lamúria de perdão. Que queiram puni-lo por defender um futebol asno, já vêm atrasados. Mas que queiram castigá-lo por motivos destes, entregando-o a Javier Clemente, à UEFA e aos patetas da ordem, não contem comigo; um seleccionador nacional existe para o podermos criticar permanentemente e para lhe encontrarmos defeitos e vícios insuportáveis; mas é nosso e faz-nos jeito. Agora, entregá-lo por causa das «cores nacionais» e do «espírito desportivo» e do «fair play» e do «desgraçadinho do sérvio»? Não. Queremo-lo cá para lhe aplicarmos sarrafadas. Mas só nós.[FJV]

Folha seca

Por concordar, reproduzo aqui um texto do Insurgente:
13 de Setembro de 2007 às 10:26 pm por Migas

Sempre me fez um bocado de confusão a animosidade que existe relativamente a Scolari. Parece-me um instinto suicida, se levarmos em conta que ele é o seleccionador nacional que melhores resultados obteve desde sempre (não esquecer que Otto Glória apenas orientou a selecção durante o Mundial de 1966 e que nessa altura a fase final tinha metade das equipas). Além que é caricato: os críticos de longa data parecem aqueles jogadores à roleta que dizem “vai ver que na próxima sai vermelho“. Às tantas acabam por ter razão. O notável aqui, com mérito de Scolari, é que não saíu “vermelho” durante seis anos. Não me recordo de algum seleccionador ter durado tanto tempo nesta nação de treinadores de bancada.
Mas a lei das probabilidades acaba por vir ao de cima. Os nossos valorosos rapazes estão um bocado preguiçosos e desmotivados (alias, como o resto do país), levando o seleccionador a perder a cabeça. Acho muito bem que Scolari seja penalizado, como seria qualquer jogador, por esse comportamento. Mesmo que seja verdade que Dragutinovic tenha traçado algum paralelo entre alguém na família Scolari e a opinião que Materazzi tem (ou tinha) da irmã de Zidane. Uma multa e uns dois ou três jogos de suspensão não chocaria. Mas a matilha de lobos que anda a rondar Scolari deve pensar bem antes de o trucidar. É que levando em conta a lei das probabilidades e o muito verosímil teorema do JCD, a malta ainda vai passar uns anos à espera que a roleta volte a dar “preto”.

Folha seca

Scolari
Aqui, estamos de acordo que o acto de Scolari é feio, mau e não se deve repetir. estamos de acordo que deverá ter o castigo próprio, como acontece a qualquer outro, jogador, treinador ou elemento do corpo técnico que se porte mal. Assunto encerrado. Não foi bom exemplo.
Mas já não concordamos com essa histeria toda à volta do homem e do seu acto. Isso é tudo uma grande treta.
Nunca gostaram dele e agora querem crucificá-lo! Patetas.
Podemos questionar as suas opções tácticas, claro. Também não concordo com algumas delas. Mas os treinadores de bancada são muitos, e até os outros, os verdadeiros, que, diga-se, nunca fizeram nada de jeito, se esticam muito na cama curta. Nunca a selecção alcançou resultados desportivos tão bons como com Scolari. Nem de perto nem de longe. E nunca se viu o envolvimento que os portugueses têm com a sua "equipa". Podem esbracejar, mas o homem fez muito bem ao futebol português.
Eu sei, nós sabemos, que, sobretudo para os adeptos de um determinado clube, ele nunca foi desejado. Paciência.
Riam um pouco, relaxem, esqueçam. Afinal, é só futebol.

12 de setembro de 2007

Ai Portugal, Portugal

Portugal 1 - Sérvia 1
Selecção faz uma razoável primeira parte, é certo. Mas borrou a pintura na segunda parte, cheia de medo de arriscar, quando os sérvios já não sabiam o que fazer, e voltou a permitir um péssimo resultado. Péssimo, porque, para a qualidade dos nossos jogadores, aquilo foi feio.

23 de agosto de 2007

Vergonha

Portugal empata com Arménia e cede dois pontos
22.08.2007 - 18h54 Lusa in Público
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É uma tristeza. Os nossos meninos não quiseram sujar a camisola, nem de suor. Que gente tão mal amanhada. Só correm para a fotografia, em grandes jogos, com o mundo a ver. Como era a Arménia, nem o mínimo de esforço. Todos, com raras excepções: Ronaldo, Meira. Bem podemos dizer que foi Scolari, mas o brio de quem joga à bola não vem do mister. Vem da alma. Ontem não houve alma.

11 de agosto de 2007

Campeão da Supertaça

Sporting ganha 1-0 com golo fantástico de Izmailov. O Porto bateu-se bem e em certos momentos foi mesmo a melhor equipa. Viva o Leão.

Faltam 4 minutos

Sporting 1 - Porto 0