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19 de junho de 2008

E usted?

E ustedes? O que acham da léria de ontem à noite do Mário com o Presidente?
Yo lo se.

17 de junho de 2008

Uma verdade inconveniente

Crescimento médio do PIB em Portugal:

1960-1970 – 7,5%
1970-1980 – 4,5%
1980-1990 – 3,2%
1990-2000 – 2,7%
2000-2006 – 0,9%

(Do artigo de Medina Carreira, no Público de 13/6: “O declínio inequívoco de Portugal”, via Portugal Contemporâneo, via O Insurgente)

16 de junho de 2008

Leitura

Afinal, quem nos veio visitar? (Clarim, Macau)

12 de junho de 2008

Esplendor de Portugal

« Notícias do bloqueio.
Os protestos dos camionistas ou do ‘movimento paralisação’ são coisa branda e melíflua. Se quisessem paralisar o país, vinham para a porta das cidades e impunham um cerco decisivo às classes médias – assim, basta-lhes reeditar a ideia dos ‘piquetes’ e penalizar o abastecimento a quem tem de ir ao supermercado ou à bomba de gasolina, gente remediada. É uma hipocrisia, um protesto quase invisível e em lume brando. Eles sabem que, desta maneira, Sócrates não lhes manda a polícia – mas reconhecem que estão "a causar problemas ao país". A questão é que muitos dos socialistas que hoje frequentam as salas do poder estiveram na Ponte 25 de Abril a apoiar o bloqueio de 1995, colaborando com a revolta dos camiões e o cerco a Lisboa. Se lhes apetece usar a lei, o passado impede-os.»
Francisco José Viegas no A Origem das Espécies
Concordo em absoluto!

4 de junho de 2008

Amazónia

Às vezes, dependendo de quem está nos governos, a culpa é dos governos. Agora, não é de Lula, pois não?

2 de junho de 2008

Vergonha



Louçã ataca Sócrates, à sua velha maneira de profeta raivoso. Esta maneira de fazer política é chão que já deu uvas. Chega! Basta! Queremos outra forma de estar na politica. Queremos outros representantes, queremos outras pessoas!

30 de maio de 2008

MEP atinge as 7500
assinaturas necessárias


O Movimento Esperança Portugal atingiu as 7500 assinaturas necessárias para se constituir como partido político.
Este é um marco histórico para todos aqueles que, como eu, consideram necessária a existência de uma nova força política, humanista personalista, com um novo fulgor e uma nova forma de agir, com uma resposta inovadora aos problemas actuais, que não esteja presa pelas grilhetas da divisão artificial entre esquerda e direita.
Um partido com sensibilidade social profunda, talhada nas ruas, nas empresas, nas escolas, no trabalho, junto das pessoas, das pessoas concretas, de carne e osso, e não em gabinetes centrais de organização social, de controlo do "povo". Mas um partido humano, perto dos problemas que afectam os portugueses reais, sobretudo daqueles que vivem na nossa rua, alguns com fome, no corpo e na alma.
Um partido capaz de inovar, mas, sobretudo, incapaz de usar a máquina do Estado de forma abusiva (porque ela é gigante e a isso se proporciona), desbaratando o suor de tantas mulheres e de tantos homens - sugando-o até ao último suspiro, como se fosse banquete de vampiros.
Um partido que olhará para o Estado de forma nova (encolhido no desperdício), mas responsável, apostando na descentralização e na subsidariedade, sem medo de privilegiar a iniciativa dos indivíduos isolados ou organizados, na sua capacidade empreendedora e de criação de riqueza e bem-estar, ao lado da sociedade civil, em detrimento da presença hegemónica e por vezes esmagadora do Estado em todos os sectores de actividade. Um estado que confie nas pessoas e seja também ele pessoa de bem.
Um partido que exija dos cidadãos responsabilidade e esforço.
Um partido que vê no Estado as funções inalienáveis e urgentes de garantir liberdade e justiça a todos os cidadãos, como primeiro alicerce para uma sociedade mais desenvolvida, mais justa, mais digna, mais livre.
Estou convicto de que o MEP contribuirá para este caminho, esta causa comum.
É urgente lançar barcos ao mar.

Um partido capaz de olhar para os cidadãos com respeito.

Fotografias da recolha de assinaturas em Aveiro






29 de maio de 2008

Leitura obrigatória

European Parliament to ban Eurosceptic groups (Telegraph)

23 de maio de 2008

Recolha de assinaturas do MEP em Aveiro

(fotografia de João Oliveira no Notas de Aveiro)
Hoje: 18h30 na entrada do Forum Aveiro
Amanhã, sábado: 15h30 em diante
Próxima semana: 18h30 em diante

16 de maio de 2008

Dois novos políticos (no blog da Laurinda Alves):

«Rui Marques e Filipe Anacoreta Correia, dois protagonistas novos na política, dois homens de convicções profundas, com ideias, muita coragem e muita pinta.
Dois políticos apostados em contribuir para mudar a realidade política, que se encontraram ontem à noite num debate público promovido pelos universitários do CUPAV, para tentar responder a uma questão fundamental: criar ou reciclar os partidos políticos?»

9 de maio de 2008

Leia aqui a entrevista do Ângelo Ferreira ao jornal "Soberania do Povo", co-autor deste blog, sobre o Movimento Esperança Portugal, do qual é membro fundador.

Critique. Mande vir.
A sua opinião é bem-vinda. O seu interesse no MEP também.

8 de maio de 2008

Leitura obrigatória

(Rui Cerdeira Branco no Jornal de Negócios)
“O seu Banco sabe avaliar o risco?”

Fica a nota de orgulho: o Rui é membro do MEP. Não perca o seu blog sobre Economia e Finanças, que é isso mesmo, imperdível.

Leitura obrigatória

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios
Onde pára a Polícia?

Leitura obrigatória

(Fernando Anacoreta)
Partido para que te quero?

7 de maio de 2008

Recebido no e-mail, para rir, mas não demasiado

Cruzamento de dados em 2019

- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
-Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Chiça.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

Um livro bem preciso

(fotografia CMPORTO)

Presidente da CMP na apresentação do livro de José Manuel Moreira

«Estado, Sociedade Civil e Administração Pública – Para um Novo Paradigma do Serviço Público» é o título do livro coordenado por José Manuel Moreira, professor catedrático da Universidade de Aveiro. A apresentação pública decorreu hoje na sede da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários e contou com a presença do Presidente da CMP, bem como dos outros dois intervenientes na coordenação da obra, Carlos Jalali (Universidade de Aveiro) e André Azevedo Alves (London School of Economics), bem como do responsável máximo daquele organismo empresarial, Armindo Monteiro.
Na sua intervenção, Rui Rio mostrou-se bastante crítico quanto à situação actual da Administração Pública e do próprio regime democrático, em geral, que considerou estar em crise, fruto da existência de um poder político «cada vez mais fraco» perante a emergência de diversos «poderes fácticos», que «apenas têm em conta a defesa de interesses particulares, ou de grupo».

29 de abril de 2008

Durão Barroso

O Presidente da República apoia a continuação de Durão Barroso na Comissão, diz o Público. Parece-nos bem, tendo e conta que o Presidente da Comissão tem feito, na generalidade, um bom trabalho. A sua prestação é, também, um orgulho para os portugueses. Deve ser. É preciso ver as coisas assim, e deixarmos de olhar para nós sem vaidade das coisas boas, sem algum gosto em sermos portugueses, sempre desconfiados de nós próprios, sempre invejosos. O Presidente da Comissão tem feito boa figura. E já viram como ele dá baile em termos das línguas que fala com a maior das naturalidades? Só isso, que, admitamos, é apenas simbólico, já dá motivo para orgulho.

28 de abril de 2008

Estado de coisas

CONTRA O FACILITISMO DO DIVÓRCIO
por Matilde Sousa Franco
Pedi superiormente autorização para votar, na Assembleia da República, contra o Projecto de Lei nº 485/X do Bloco de Esquerda que «Cria o Regime Jurídico do divórcio a pedido de um dos cônjuges». Tendo sido a única deputada do PS a votar contra, julgo dever explicar melhor a minha posição, através desta Declaração de Voto.
Os deputados do BE vêm insistindo há anos no divórcio unilateral. Em Maio de 2007, como lembram agora no Projecto de Lei acima referido, «não faltaram acusações ao Bloco de Esquerda – que queria liberalizar o casamento ou mesmo acabar com ele, que propunha «o divórcio na hora». Afirmaram eles também, por exemplo, que se trata «da mais importante proposta de modernização do direito de família desde 1975».
Entretanto, foi criada na Assembleia da República, com a reforma do Parlamento, a Subcomissão da Igualdade de Oportunidades e Família, à qual pertenço, e estranho este assunto não ter sido aí presente.
1 – Divórcio como prémio para o infractor
Por outro lado, no aspecto jurídico do actual Projecto de Lei, cito o juiz Pedro Vaz Patto no artigo: «O Divórcio Unilateral e a Sociedade sem Vínculos» …«não se trata de qualquer progresso. Será, antes, o culminar de uma progressiva descaracterização do próprio casamento e do próprio direito da família… O casamento passará a ser, talvez, o mais instável e precário dos contratos, mais do que um contrato de trabalho ou de arrendamento… Daqui à abolição do próprio casamento, à sua irrelevância jurídica, o passo é muito pequeno. O divórcio começou por ser encarado como uma sanção contra o cônjuge que violou gravemente os seus deveres conjugais… Com o divórcio unilateral, aquilo que começou por ser uma sanção contra quem viola os deveres conjugais acaba por ser um prémio para o infractor. Sempre se considerou um progresso civilizacional, reflexo da influência cultural do cristianismo, a abolição da figura do repúdio, que permitia ao marido a desvinculação imotivada dos seus compromissos conjugais. Com o divórcio unilateral, pode dizer-se que renasce das cinzas tal figura. Dir-se-á que se trata, agora, de um direito de qualquer dos cônjuges, e já não apenas do marido. Mas, di-lo a experiência e também vários estudos, é, na maior parte dos casos a mulher a sofrer as consequências nefastas (no plano económico, psicológico e afectivo) da ausência de vínculos e do abandono conjugal. Nas famílias monoparentais, o progenitor ausente é sempre o pai. Nunca houve tantas mulheres sós e pobres…»
2 – Essencial estabilidade familiar
Como historiadora, verifico que os proponentes têm uma visão histórica muito restrita no documento em questão e em outras declarações. Sobre o aspecto histórico, cinjo-me agora à obra laica e abrangente (em 2 volumes) «Histoire de la Famille», sob a direcção de André Burguière, Christiane Klapisch-Zuber, Martine Segalen, Françoise Zonabend, edição Armand Colin, Paris, 1986, com prefácio de Claude Lévi-Strauss. Este antropólogo social escreve aqui (pág. 11): «La tendance générale est aujourd'hui d'admettre que la «vie de famille», au sens que nous-mêmes donnons à cette locution, existe dans l'ensemble des sociétés humaines. La famille, fondée sur l'union plus ou moins durable mais toujours socialement approuvée d'un home et d'une femme qui se mettent en ménage, procréent et elèvent des enfants, serait, affirme-t-on souvent, présente dans tous les types de sociétés.» Havendo excepções, escreve na pág. 12 que: «la famille conjugale y semble três frequente et que, partout où sa forme s'altère, on a affaire à des sociétés dont l'évolution sociale, politique, économique ou religieuse à suivi un cours particulier.» A «Histoire de la Famille» abrange desde a Pré-História à época actual, referindo numerosas civilizações e diferentes continentes. Por exemplo, a propósito da antiga civilização egípcia, onde era prática o repúdio por parte do homem e da mulher, são já largamente admitidos os sentimentos pessoais de ambos.
Jock Goody, prefaciador do 2º volume da «Histoire de la Famille», que trata da modernidade, escreve na pág. 12 «… en Chine rouge ou en Union Soviétique, les assouplissements apportés aux législations familiales dans les débuts du régime ont été ensuite modifiés, en partie pour des raisons politiques, en partie pour répondre à des aspirations populaires généralement partagées; des rituels laïcs se sont développés autour du mariage, et le divorce comme l'avortement ont rencontré de plus en plus de difficultés.» Na pág. 13 escreve o mesmo autor: «Des gouvernementes du monde occidental ont adopté une ligne différente en vue de maintenir une stabilité relative de leur population et on même offert des allocations spéciales aux familles nombreuses.»
Quando se invocam o repúdio, o divórcio, o aborto, como sendo modernos e de esquerda, é interessante vermos a antiguidade milenar destas práticas e as flutuações recentes que diversos condicionalismos lhes imprimiram, como, por exemplo, a «Histoire de la Famille» objectivamente refere, e conforme transcrevi. Acentue-se também o enfoque que, perante a «bomba de relógio demográfica» actual, neste livro se dá ao apoio dos governos à criação de famílias numerosas, para o que é essencial estabilidade familiar, não bastando incentivos financeiros.
3 – Cristianismo aboliu Repúdio, protegendo as mulheres
É amplamente reconhecido ser corrente o repúdio também noutras épocas e civilizações, como a judaica, a muçulmana, etc.
Sobre o repúdio judaico leia-se o Evangelho de S. Marcos, 10 – Jesus e o divórcio - «Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher. Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Disseram-lhe: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.» Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito. Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu, não o separe o homem.»
Anote-se, a propósito, o que quase nunca é mencionado: a declaração de nulidade dos matrimónios que a Igreja Católica tem feito ao longo dos séculos, quer a pedido de mulheres ou de homens, sem grandes custos materiais e muitas vezes demorando menos tempo e envolvendo menores conflitos do que os processos civis de divórcio, e tendo-se as declarações de nulidade continuado naturalmente a realizar mesmo quando não havia permissão de divórcio civil.
É claro que sou a favor do divórcio civil e penso que este sempre devia ter existido, mas não deve tornar-se agora numa espécie de novo repúdio, qualquer que seja a forma adoptada, pois o divórcio envolve sempre tristeza e dor.
4 – Política deve utilizar moderna ciência da felicidade
Sublinhe-se que no séc. XXI há inovadoras formas científicas de lidar com a inteligência emocional e social, que poderosamente ajudam à realização individual e interpessoal, à felicidade, e inclusivamente a evitar divórcios. Portanto, é esta a terceira via que eu advogo, na sequência de anteriores tomadas de posição.
O Projecto de Lei nº 485/X do BE começa por citar: «O tema do divórcio… sugere mal-estar, sofrimento… os processos de ruptura conjugal são emocionalmente dolorosos» (in Anália Cardoso Torres, «Divórcio em Portugal, Ditos e Interditos – Uma análise sociológica», Celsa Editora, 1996, p.1)
Também quero evitar o imenso sofrimento causado por choques emocionais, e igualmente concordo com o Projecto de Lei do BE, quando refere a «exigência da afectividade» e a necessidade da «sentimentalização da família». No entanto, temos de ser realistas e acompanhar os estudos universitários recentes sobre felicidade científica, não podendo sentimentalizar excessivamente o amor, pois este é uma construção permanente, que implica esforço. O divórcio de qualquer tipo (ou divórcios sucessivos), ou meras ligações sentimentais múltiplas não trazem a verdadeira felicidade, como estudos científicos comprovam.
Permita-se-me referir a Declaração de Voto que apresentei em 6 de Junho de 2007 (Diário da Assembleia da República, I série, 8 de Junho de 2007, pp. 49 a 51) sobre a necessidade de se criar uma disciplina obrigatória do 1º ao 12º ano de escolaridade de «Educação para a Felicidade», com base nos conceitos científicos de inteligência emocional, o que me têm dito ser uma urgência. As teorias complementares e ainda mais actuais da inteligência social podem-se aplicar já por exemplo ao divórcio.
Cito Daniel Goleman «Social Intelligence. The Revolutionary new Science of Human Relationships», Bantam Dell, New York, 2007 (livro que tem os subtítulos «Beyond IQ, beyond Emotional Intelligence»). A propósito desta nova ciência, a «social neuroscience», ela tornou-se um assunto científico de topo para o séc. XXI e prova que: «we are hardwired to connect, we are programmed for kindness, and we can use our social intelligence to make the world a better place»; «good relationships nourish us and support our health, while toxic relationaships can poison us. And our success and happiness on the job, in our marriages and families, even our ability to live in peace, depend crucially on the emotional radar and specific skills». Daniel Goleman nesta obra cita por exemplo John Gottman, um psicólogo da Universidade de Washington que se tornou um perito no que faz os casamentos terem sucesso ou falharem: «In dating couples, the most important predictor of whether the relationship will last is how many good feelings the couple shares. In marriages, it's how well the couple can handle their conflicts. And in the later years of a long marriage, it's again how many good feelings the couple shares» (pág. 219).
5 – Portugal pioneiro do humanismo do séc. XXI
Com a Ciência a apontar-nos cada vez mais certeiramente o caminho para a felicidade, através da inteligência emocional, desde há décadas, e agora também através da inteligência social, parece-me um inexplicável desfasamento que a nível das cruciais decisões políticas estes conhecimentos científicos ainda não sejam tidos em conta e aplicados. Portugal, no seu multissecular vanguardismo humanista, deveria, na minha opinião, desempenhar também aqui um vanguardismo descomplexado e até orgulhoso de ir contra a corrente divorcista em moda, evitando a dor e lutando pela alegria que o humanismo implica.
Não são os divórcios unilaterais, na hora, etc., que trazem a felicidade. Luto por uma sociedade profundamente mais feliz, baseada nos afectos. Acredito na comprovada felicidade científica, que passa pela inteligência emocional e pela inteligência social. Urge criar estes princípios e estas práticas na disciplina escolar de Educação para a Felicidade, mas também na legislação que trata da Felicidade dos Indivíduos e das Famílias.
6 – Marco civilizacional: declaração universal dos direitos humanos
Lembro a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que este ano comemora 60 anos, e no seu Artigo 16º estipula: «1 – A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família…; 3 – A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado».
1994 foi o Ano Internacional da Família (AIF) e a simbologia que acompanhou esse ano foi: «Família: A mais Pequena Democracia no Coração da Sociedade». O tema que a ONU propôs a todos foi: «Família: Capacidades e Responsabilidades num Mundo em Transformação».
A Família, que é a mais Pequena Democracia, deve ter o maior apoio da maior Democracia.
Palácio de S. Bento, 27 de Março de 2008

23 de abril de 2008

Rui Marques em entrevista

Hoje do líder do Movimento Esperança Portugal, Dr. Rui Marques, dá uma entrevista à Rádio Universitária do Algarve (102.7 FM), pelas 19h. É o MEP em crescimento no Algarve!

Princípio da subsidariedade

Dois textos importantes no Cachimbo de Magritte: este e este.