A Liberdade de Escolha
Realmente, se um dia de facto se descobrisse uma fórmula para todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do que é que eles dependem, por que leis se regem, como se desenvolvem, a que é que eles ambicionam num caso e noutro e por aí fora, isto é uma fórmula matemática exacta - então, muito provavelmente, o homem deixaria imediatamente de sentir desejo. Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do género; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão?
Fiodor Dostoievski, in "Cadernos do Subterrâneo"
(via Citador)
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12 de junho de 2008
13 de maio de 2008
12 de outubro de 2007
Janela
A MANIF A QUE TEMOS DIREITO de Fernanda Câncio, no DN
COMPETITIVIDADE DEMOCRÁTICA de António Vitorino no DN
Cavaco chamou Catalina no Correio da Manhã
"Algo está podre na República portuguesa" no DN
COMPETITIVIDADE DEMOCRÁTICA de António Vitorino no DN
Cavaco chamou Catalina no Correio da Manhã
"Algo está podre na República portuguesa" no DN
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27 de agosto de 2007
Um país preocupante
O que é isto? Onde estamos?
Vale a pena ler, e espantar:
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«A carta a que se refere o Expresso, no blog de Luís Paixão Martins
Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:
Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.
Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.
Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.
Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.
No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.
A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.
Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.
Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.
LPM, 25-08-2007»
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Apagão no ISCSP - UTL
Vale a pena reter, para memória futura - se entretanto ninguém apagar este blog , estas reacções ao apagão dos arquivos do Professor Adelino Maltez:
Almocreve das Petas
Causa Nossa (Vital Moreira)
Almocreve das Petas
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22 de agosto de 2007
Blogs
Mais uma prova de que os blogs vieram para ficar e para influenciar. O problema com a limpeza dos arquivos do Prof. Adelino Maltez saiu da sombra mediática da blogosfera para os jornais. E ainda bem. Para memória futura:
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Destruição de arquivo vai originar queixa no DIAP
FRANCISCO ALMEIDA LEITE in DN
DIREITOS RESERVADOS (imagem)
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«Os arquivos do Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP), que pertence ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) foram literalmente apagados, sem que o seu coordenador e principal mentor saiba porquê. Ao DN, José Adelino Maltez diz que os conteúdos que figuravam do portal do CEPP (http/www.iscsp.utl.pt/ceppp) desapareceram, depois de no ISCSP lhe terem dito que o site seria reformulado. "Houve um professor que foi encarregue de controlar os sites e o servidor", garante Maltez, acrescentando que o instituto que pertence à Universidade Técnica de Lisboa usa "contratados a recibo verde" no seu serviço de informática.
O ataque àquele que é considerado o melhor arquivo de história política portuguesa contemporânea online - com mais de meio milhão de entradas desde a sua fundação no ano 2000, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) - deverá motivar uma queixa no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). "Dou quinze dias para que haja uma responsabização para esta lisura dos serviços públicos que envolve domínios respeitados como "utl" [Universidade Técnica de Lisboa] e "pt", depois disso escrevo ao Procurador-Geral da República e vou ao DIAP. Não podemos estar à mercê de um Big Brother que resolve fazer delete a anos de trabalho", diz o catedrático do ISCSP.
José Adelino Maltez sublinha que "a grave iliteracia informática que há ainda na universidade portuguesa, onde se confundem sites com blogues, está a prejudicar muitos no Brasil e em Angola, instituições de ensino que se baseavam nestas fontes para o seu trabalho".
Apesar de tudo isto, Maltez afasta responsabilidades do ISCSP: "Em nome de uma missão de verdade, continuarei, solitário. A cumprir o meu dever: disponibilizar as fichas de um projecto que já existia antes de haver CEPP e financiamento da FCT. Jamais voltarei a pedir esmola, dado que a dignidade individual de um professor catedrático não pode estar sujeita às torturas e tonturas de uma infra-burocracia. E mais não digo, porque o ISCSP é a minha escola. Maltez está agora a tentar refazer parte do arquivo (http/maltez.info/respublica//) à sua custa. O DN tentou ontem ouvir o ISCSP, mas sem sucesso.»
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16 de agosto de 2007
Para quê dizê-lo de outra maneira?
Francisco José Viegas, no A Origem das Espécies:
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«O Brasil de Lula entregou à ditadura cubana os jogadores de boxe Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, sabendo o que significava a sua deportação ou repatriamento. É uma vergonha. O Brasil de Lula, Tarso Genro, Amorim (são alguns dos implicados directamente no caso) envergonha o Brasil da Liberdade, o Brasil que acolheu perseguidos e abrigou exilados. Esse Brasil do petismo está a matar o outro Brasil, o que sempre foi livre, sempre amou a liberdade e nunca entregou ninguém às ditaduras. Eles tinham razão; deixarão o Brasil irreconhecível, mas pelas piores razões.»
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Wikipédia Socrática
O Francisco José Viegas chama-nos a atenção para mais uma pérola de gestão de informação. Anda para aí tanta gente a fazer mestrados na coisa, mas eu acho uma perda de tempo. Aqui teremos um caso em que vale a pena defender uma re-centralização do Ensino (superior, diga-se). Já se percebeu que em matéria de gestão de informação o governo é barra, tem doutores. O ministro Mariano Gago, sapiens sapiens, podia chamar a si - já agora - a realização de mestrados (dos velhos) e doutoramentos sobre esta matéria e outras correlacionadas. Não acreditam? Então vejam lá como o governo gere a informação da Wikipédia, e depois digam-me se não se podia abrir curso, com saber de experiência feito. E ainda há quem diga que são "os longos braços da censura socrática". Por favor, já não se pode trabalhar.
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4 de julho de 2007
Liberdade de imprensa
A coisa está a mexer, o que me deixa muito satisfeito.
Petição pela Liberdade de Imprensa:
Movimento Informação é Liberdade
«O grupo de jornalistas abaixo assinados constatando que se encontra em marcha o mais violento ataque à liberdade de Imprensa em 33 anos de democracia, decidiu juntar a sua voz à de todos os cidadãos e entidades que se têm pronunciado sobre a matéria e manifestam publicamente o seu repúdio por todo o edifício jurídico aprovado pela Assembleia da República.»
Petição pela Liberdade de Imprensa:
Movimento Informação é Liberdade
«O grupo de jornalistas abaixo assinados constatando que se encontra em marcha o mais violento ataque à liberdade de Imprensa em 33 anos de democracia, decidiu juntar a sua voz à de todos os cidadãos e entidades que se têm pronunciado sobre a matéria e manifestam publicamente o seu repúdio por todo o edifício jurídico aprovado pela Assembleia da República.»
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29 de junho de 2007
O festival do respeitinho no seu esplendor
Repetem-se os excessos de autoridade. O zelo é imposto pelo medo. O bom funcionário público não pode criticar o chefe. Não pode ter opinião, a não ser longe da local de serviço, na penumbra da higiene política das instituições. É um velho-novo-velho zelo em acção. Já era assim no tempo do senhor Presidente do Conselho, era assim, era. Era?
Se, por exemplo, fossem demitir todos os directores de escolas que permitem, na sala de professores, papéis afixados com piadas à ministra da Educação, não sobrava um. Digo eu, porque também há escolas onde os cachorinhos políticos são lobos de guardar rebanho.
estamos bem, no bom caminho.
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Polémica no Centro de Saúde de Vieira do Minho
Manuel Alegre: exoneração ordenada por Correia de Campos é "desproporcionada" e "intolerante"
29.06.2007 - 09h12 Lusa in Público
O deputado do PS Manuel Alegre considerou hoje "desproporcionada" e "intolerante" a decisão de Correia de Campos de exonerar a directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho que, segundo a tutela, se recusou a retirar um cartaz com um comentário considerado jocoso em relação ao ministro da Saúde.
Em declarações aos jornalistas, o ex-candidato presidencial disse ter lido o despacho publicado ontem em Diário da República, classificando-o como "confuso".Segundo o deputado socialista, pelo despacho "é difícil perceber-se o que se terá passado no Centro de Saúde de Vieira do Minho"."Em todo o caso, penso que se está perante uma reacção desproporcionada e pouco conforme com a tradição de tolerância e de espírito crítico dos socialistas", declarou Manuel Alegre.Manuel Alegre deixou ainda um recado para o interior do PS e para o Governo: "Pretendi educar muita gente no PS dentro desse espírito de tolerância, mas, pelos vistos, sem resultados". O despacho de exoneração de Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado ontem em Diário da República. A agência Lusa diz ter recebido uma cópia das mãos de deputados socialistas que se manifestaram "incomodados com a situação"."Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", lê-se no despacho.Perante este caso, o ministério considerou demonstrado que Maria Celeste Cardoso não reúne condições "para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde".
31 de maio de 2007
China
A Long Death Row, no Economist
«NO ONE disputes that China is a rising great power thanks to its tremendous economic growth. But an announcement Tuesday May 29th cast several clouds over China’s reputation. The government says it will execute Zheng Xiaoyu, the former head of its food and drug regulator, for corruption. The news represents a remarkable confluence of bad press for China: that high-level corruption is rampant, that its products have killed people and animals around the world, and that the country advertising its “peaceful rise” is a harsh, execution-happy dictatorship.» (continue a ler)
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29 de maio de 2007
Cartas Para Sakhalin - Diário de Aveiro (006)
Escravatura – uma coisa do passado
Têm sido demais – uma só seria demais – as notícias sobre trabalhadores portugueses que são explorados sob a promessa de uma vida melhor. Levados para o estrangeiro por agências intermediárias, nestes tempos difíceis e de desemprego crescente, são colocados a trabalhar em condições desumanas. São, em muitos casos, explorados à pior moda antiga, fazendo-nos duvidar das conquistas da história em matéria de direitos humanos. São, podemos dizer, independentemente da definição formal ou legal, escravizados. Estarão ainda frescos na memória de todos, pelo menos dos que não dormem sobre a desgraça alheia, os casos mais recentes em Espanha e na Islândia.
Mas nada disto tem grande significado por serem portugueses, não, mas antes por serem seres humanos como outros, muitos outros, ainda em piores condições. Estes poderão ser vistos por nós como a ponta portuguesa do iceberg – nada de mais (no contexto global), por mais que nos custe. São nossos e devemos defendê-los, claro que isso não está em causa. Mas devemos fazê-lo na consciência de que esta gélida e profunda vergonha humana é feita de muitas dezenas de milhões de escravos “modernos”, num movimento que não tem fronteiras e onde não há países inocentes.
Também estão em Portugal. Seres humanos traficados de todo o mundo, sobretudo da Europa de Leste, a quem começam por prometer uma vida melhor e depois subjugam, primeiro pela apreensão de documentos, depois pelas dívidas eternizadas (alojamento, refeições, supostos subornos para conseguir a legalização), caçando-lhes a maior parte do salário. Caso os infelizes transpirem vontade de fuga, mostram-lhes que sabem onde moram os familiares nos países de origem.
Calcula-se que cerca de 4 milhões de mulheres sejam metidas no negócio da “carne branca” todos os anos. Às vezes são os próprios pais ou “namorados” que as vendem. Vêm de lugares pobres, de países ou regiões em crise económica. Há milhares de crianças na mesma situação. Outras são raptadas e vendidas por estas redes “empresariais” do crime organizado multinacional. É o pior dos parasitismos.
Mas há também os que são escravizados nos seus países, trabalhando à frente do chicote sem descanso, sobrevivendo a pão e água, metendo produtos baratos no mercado da globalização – que não tem culpa nenhuma do facto – para o nosso próprio bem-estar. São aos milhões. São, em grande parte dos casos, crianças com menos de 10 anos. Hoje têm novos senhores, do seu próprio povo, o que só agrava a miséria da sua condição. Subjugados por gente sem escrúpulos, com a conivência de antigos vendedores de sonhos que deram em corruptos estadistas e com a complacência diplomática da “realpolitik”, têm poucos motivos para sonhar com a verdadeira libertação. É bom que não esqueçamos que não estamos livres desse peso na consciência da nossa (actual) política externa. Temos convenientes relações com a maioria desses Estados.
Em muitas das ocasiões em que a escravatura é referida, no cenário das relações internacionais e no âmbito das correcções da história, lá aparecem as referências ao tráfico de africanos para a América feitas por europeus – justas –, e as exigências de pedidos de desculpa formais – apenas mais uma palhaçada no triste espectáculo da humanidade.
O pior mesmo é que existem actualmente mais escravos do que alguma vez foram comercializados durante esse período de cerca de 300 anos. O pior é que muitos dos líderes dessas nações não se olham ao espelho. Os seus gestos indignados, exigindo reparação, em regra, não são mais do que poeira atirada para os olhos da ignorância e o coração da inocência. Procuram encher o vazio em que se transformaram muitos dos movimentos de libertação nacional, esconder vícios internos, e alimentar, em muitos casos, o romantismo complexado, oco e bacoco, pouco construtivo, mas politicamente correcto, de pretensos defensores dos direitos humanos – um enfeite.
Quase 60 anos depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), depois do fim da Colonização – embora haja ainda países que convenientemente as conservam –, depois do fim da segregação racista nos EUA, depois do fim do apartheid, tudo isto é miserável!
Ainda era um miúdo quando ouvi pela primeira vez, arrepiado, a repetição do discurso inflamado, inspirador, de Martim Luther King frente ao Lincoln Memorial em 1963. King dizia à multidão «I have a dream»: tinha o sonho de que um dia fosse possível que filhos de escravos e filhos de antigos donos de escravos pudessem sentar-se juntos, nas colinas vermelhas da Geórgia, à mesa da fraternidade.
A realidade mostrou ser bem mais complexa. Esta culpa, sem nacionalidade nem cor de pele, deixa-nos a todos profundas marcas de chicote na alma.
Respeito, muito respeitinho e medo
As coisas andam feias e crispadas. A nossa vida em sociedade anda tensa. Estamos afastados da política. Não acreditamos na justiça. A economia não ajuda. Talvez nos valha aquele ditado popular: casa onde não há pão, todos ralham, e ninguém tem razão. Andamos um pouco irritados com a sorte, mas isso não pode servir de desculpa para tudo
Há por aí gente muito zelosa em garantir o respeitinho ao Senhor Presidente do Conselho (se é que me entendem). Cuidado, muito cuidadinho. Parece que voltámos uns anos atrás. Subtilmente estas coisas acontecem, porque na verdade, lá no fundo, as pessoas não mudaram assim tanto, como se desejaria. Há sempre tendências, inclinações, tiques que perduram. Fazer vigilância ideológica, defender o chefe,a “família”, tudo isso serve de desculpa para perseguir no trabalho (na função pública) e alimentar a carneirada de queixinhas bajuladores. Não está correcto, nem pode ser admitido. Venha de quem vier.
A Sra. Directora-Geral de Educação do Norte, ao instituir o processo disciplinar ao professor, que terá feito um comentário jocoso ou uma ofensa (?), em privado, ao primeiro-ministro, mostrou bem a sua cepa. Mesmo que o comentário fosse, e não me interessa nada saber, do mais reles possível, isso não lhe dava o direito de fazer o que fez. Na verdade, nem interessa o que disse o professor, porque, se foi em privado e sobre uma figura pública, não pode constituir motivo de processo disciplinar, nem pode ser visto como uma ofensa.
Não vale a pena vir para a televisão contar estórias da carochinha, nem vale a pena a ministra da Educação vir dizer que está a decorrer um inquérito para justificar a sua inacção. Mau, afinal, o cargo de directora-geral* não é de confiança política? Inquérito?! Basta o comunicado da direcção-geral* para a demitir.
Têm sido demais – uma só seria demais – as notícias sobre trabalhadores portugueses que são explorados sob a promessa de uma vida melhor. Levados para o estrangeiro por agências intermediárias, nestes tempos difíceis e de desemprego crescente, são colocados a trabalhar em condições desumanas. São, em muitos casos, explorados à pior moda antiga, fazendo-nos duvidar das conquistas da história em matéria de direitos humanos. São, podemos dizer, independentemente da definição formal ou legal, escravizados. Estarão ainda frescos na memória de todos, pelo menos dos que não dormem sobre a desgraça alheia, os casos mais recentes em Espanha e na Islândia.
Mas nada disto tem grande significado por serem portugueses, não, mas antes por serem seres humanos como outros, muitos outros, ainda em piores condições. Estes poderão ser vistos por nós como a ponta portuguesa do iceberg – nada de mais (no contexto global), por mais que nos custe. São nossos e devemos defendê-los, claro que isso não está em causa. Mas devemos fazê-lo na consciência de que esta gélida e profunda vergonha humana é feita de muitas dezenas de milhões de escravos “modernos”, num movimento que não tem fronteiras e onde não há países inocentes.
Também estão em Portugal. Seres humanos traficados de todo o mundo, sobretudo da Europa de Leste, a quem começam por prometer uma vida melhor e depois subjugam, primeiro pela apreensão de documentos, depois pelas dívidas eternizadas (alojamento, refeições, supostos subornos para conseguir a legalização), caçando-lhes a maior parte do salário. Caso os infelizes transpirem vontade de fuga, mostram-lhes que sabem onde moram os familiares nos países de origem.
Calcula-se que cerca de 4 milhões de mulheres sejam metidas no negócio da “carne branca” todos os anos. Às vezes são os próprios pais ou “namorados” que as vendem. Vêm de lugares pobres, de países ou regiões em crise económica. Há milhares de crianças na mesma situação. Outras são raptadas e vendidas por estas redes “empresariais” do crime organizado multinacional. É o pior dos parasitismos.
Mas há também os que são escravizados nos seus países, trabalhando à frente do chicote sem descanso, sobrevivendo a pão e água, metendo produtos baratos no mercado da globalização – que não tem culpa nenhuma do facto – para o nosso próprio bem-estar. São aos milhões. São, em grande parte dos casos, crianças com menos de 10 anos. Hoje têm novos senhores, do seu próprio povo, o que só agrava a miséria da sua condição. Subjugados por gente sem escrúpulos, com a conivência de antigos vendedores de sonhos que deram em corruptos estadistas e com a complacência diplomática da “realpolitik”, têm poucos motivos para sonhar com a verdadeira libertação. É bom que não esqueçamos que não estamos livres desse peso na consciência da nossa (actual) política externa. Temos convenientes relações com a maioria desses Estados.
Em muitas das ocasiões em que a escravatura é referida, no cenário das relações internacionais e no âmbito das correcções da história, lá aparecem as referências ao tráfico de africanos para a América feitas por europeus – justas –, e as exigências de pedidos de desculpa formais – apenas mais uma palhaçada no triste espectáculo da humanidade.
O pior mesmo é que existem actualmente mais escravos do que alguma vez foram comercializados durante esse período de cerca de 300 anos. O pior é que muitos dos líderes dessas nações não se olham ao espelho. Os seus gestos indignados, exigindo reparação, em regra, não são mais do que poeira atirada para os olhos da ignorância e o coração da inocência. Procuram encher o vazio em que se transformaram muitos dos movimentos de libertação nacional, esconder vícios internos, e alimentar, em muitos casos, o romantismo complexado, oco e bacoco, pouco construtivo, mas politicamente correcto, de pretensos defensores dos direitos humanos – um enfeite.
Quase 60 anos depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), depois do fim da Colonização – embora haja ainda países que convenientemente as conservam –, depois do fim da segregação racista nos EUA, depois do fim do apartheid, tudo isto é miserável!
Ainda era um miúdo quando ouvi pela primeira vez, arrepiado, a repetição do discurso inflamado, inspirador, de Martim Luther King frente ao Lincoln Memorial em 1963. King dizia à multidão «I have a dream»: tinha o sonho de que um dia fosse possível que filhos de escravos e filhos de antigos donos de escravos pudessem sentar-se juntos, nas colinas vermelhas da Geórgia, à mesa da fraternidade.
A realidade mostrou ser bem mais complexa. Esta culpa, sem nacionalidade nem cor de pele, deixa-nos a todos profundas marcas de chicote na alma.
Respeito, muito respeitinho e medo
As coisas andam feias e crispadas. A nossa vida em sociedade anda tensa. Estamos afastados da política. Não acreditamos na justiça. A economia não ajuda. Talvez nos valha aquele ditado popular: casa onde não há pão, todos ralham, e ninguém tem razão. Andamos um pouco irritados com a sorte, mas isso não pode servir de desculpa para tudo
Há por aí gente muito zelosa em garantir o respeitinho ao Senhor Presidente do Conselho (se é que me entendem). Cuidado, muito cuidadinho. Parece que voltámos uns anos atrás. Subtilmente estas coisas acontecem, porque na verdade, lá no fundo, as pessoas não mudaram assim tanto, como se desejaria. Há sempre tendências, inclinações, tiques que perduram. Fazer vigilância ideológica, defender o chefe,a “família”, tudo isso serve de desculpa para perseguir no trabalho (na função pública) e alimentar a carneirada de queixinhas bajuladores. Não está correcto, nem pode ser admitido. Venha de quem vier.
A Sra. Directora-Geral de Educação do Norte, ao instituir o processo disciplinar ao professor, que terá feito um comentário jocoso ou uma ofensa (?), em privado, ao primeiro-ministro, mostrou bem a sua cepa. Mesmo que o comentário fosse, e não me interessa nada saber, do mais reles possível, isso não lhe dava o direito de fazer o que fez. Na verdade, nem interessa o que disse o professor, porque, se foi em privado e sobre uma figura pública, não pode constituir motivo de processo disciplinar, nem pode ser visto como uma ofensa.
Não vale a pena vir para a televisão contar estórias da carochinha, nem vale a pena a ministra da Educação vir dizer que está a decorrer um inquérito para justificar a sua inacção. Mau, afinal, o cargo de directora-geral* não é de confiança política? Inquérito?! Basta o comunicado da direcção-geral* para a demitir.
Respeito, muito respeitinho. Tenham medo.
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* Errata: directora-regional, direcção-regional (de Educação do Norte)
15 de maio de 2007
Cartas Para Sakhalin - Diário de Aveiro (004)
Entidade DesReguladora para a Comunicação Social.
Todos sabemos da importância dos meios de comunicação social como pilar fundamental de uma sociedade democrática e livre. Neste contexto ganha forte importância a televisão, que entra todos os dias pelas nossas casas dentro. Num país em que se lê ainda muito pouco – o que se estende naturalmente aos jornais –, a televisão ganha contornos especiais no que diz respeito à informação. É ainda, sobretudo para uma larga maioria dos cidadãos, o meio mais importante de comunicação. Com a evolução das novas tecnologias, nomeadamente da web e da televisão por cabo, o cidadão poderá individualizar o acesso à informação, decidindo, escolhendo as suas fontes. Cada um terá, dizem os gurus da comunicação, o seu canal de televisão, o seu jornal pessoal ou conjunto de jornais pessoais, a que acede a partir do seu ecrã de casa (muito mais do que um simples televisor), do seu computador portátil ou do seu telemóvel. O futuro é certamente risonho, mas, como em muitas coisas, tem custos e não é para todos. Só uma minoria, uma elite, poderá aceder a este tipo de serviço e ter condições (clarividência) para uma razoável selecção.
O cenário, ainda que pressentido, faz-nos pensar que a televisão generalista, em sinal aberto, será cada vez mais o grande meio de comunicação das massas (infoexcluídos do milagre comunicacional em acção). Ora, sem querer ser pessimista, bem temos visto o que tem acontecido a esses canais em matéria de programação – telenovelas, “programas da vida real” (?), o espectáculo (às vezes triste) da vida na nossa rua, o desejo de sucesso fácil e de 5 minutos de fama. Isto, que parece ser o paradigma da individualização da comunicação para o povão, tem perigos, e não são poucos.
A ideia de uma televisão (quase) gratuita garantiria um acesso a conhecimento, cultura, informação, ajudando a moldar uma sociedade mais livre, de cidadãos mais activos, mais conhecedores, mais independentes e capazes. A esperança, e o desejo, de que os profissionais que a constroem tenham uma formação de qualidade e um código deontológico que nos permita confiar no seu critério jornalístico e de programação, deveria ser o fio de prumo da sua função social, equilibrando todos os interesses que nela se colocam, mesmos os comerciais ou partidários. Porém, o caminho parece enublado e temos motivo para nos preocupar.
Todos os partidos, sem excepção, têm procurado, à sua maneira e com as “armas” de que dispõem, influenciar os canais de acesso ao povo eleitor, porque ainda é assim que se chega ao poder – e ainda bem! O problema, para mal dos nossos pecados, é que, em vez das ideias e do trabalho, parece ser apetecível acima de tudo a imagem que se cria e transmite de uma suposta realidade.
Vem isto a propósito – o que dava pano para mangas – da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que substituiu a Alta Autoridade (que nunca foi alta nem autoridade). Não é que os senhores deram à estampa um documento que pretende avaliar e regular “o pluralismo político-partidário no serviço público de televisão”? Através do controle do “número e natureza das peças emitidas pela RTP”, para já, querem decidir a percentagem de notícias a que Governo e Partidos Políticos têm direito. E objectivam mesmo as ditas percentagens: Governo e PS ficam com 50%, oposição parlamentar com 48% e não-parlamentar com 2%. Incrível! Pode verificar com os seus próprios olhos num computador perto de si. O texto, a roçar o poético, está no sítio web da ERC.
Sempre julguei que existia liberdade de imprensa em Portugal e que a autoridade para a comunicação social, tenha o nome e os sábios que tiver, devia pugnar por uma informação isenta, rigorosa, mas nunca em função dos votos que os partidos tiveram. Se um partido pouco votado se dinamizar, tiver mais ideias, mais acções, não terá direito a mais cobertura? Não deverá ser do escrutínio jornalístico o valor e interesse público de cada acontecimento? Este tipo de controlo parece mais próprio dos países do terceiro mundo ou das ditaduras iluminadas. Sinceramente!
Governo e Igualdade de Oportunidades.
Depois de ter lido uma bela revista da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, estrutura da Presidência do Conselho de Ministros, recordei-me da velha fábula das quotas. E lembrei-me então, qual cidadão interessado, de ir ver a composição do nosso governo para perceber até que ponto palavras são gestos. Surpresa!
Sem ser defensor das quotas, mas reconhecendo que a nossa política teria muito a ganhar com a acção de muito mais mulheres, quis perceber quantas tinham lugar na chefia dos nossos destinos. Não me interessa quantas estão na Assembleia da República – curiosamente representada por uma mulher –, porque isso tem que ver com o “esquema” muito próprio dos partidos, complexo, de ascensão (carreirismo) dos seus militantes. Até se podia dizer que elas não gostam de militar, não aparecem, o que também sabemos ter outros contornos. Mas interessou-me antes saber quantas estavam no poder executivo do país, porque isso depende apenas do convite de quem o encima e da competência das mulheres – nada obriga a que sejam militantes. Pelo que sabemos, e até a julgar pelo que se passa nas universidades, bem podemos sublinhar as suas capacidades e estranhar os resultados da pesquisa.
Em 50 membros do governo, de ministros a sub-secretários de Estado, incluindo o primeiro-ministro, apenas 5 são mulheres! Duas ministras, a da educação e a da cultura, a que se juntam 3 secretárias de Estado! E está tudo dito.
Fiquei ainda com uma dúvida. Que significado terá o facto de quase trinta serem professores do ensino superior? Não será certamente a proposta de lei do governo sobre o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior agora enviada ao parlamento, que parece uma excessiva e controleira machadada na autonomia universitária. Logo agora, sim senhor.
Todos sabemos da importância dos meios de comunicação social como pilar fundamental de uma sociedade democrática e livre. Neste contexto ganha forte importância a televisão, que entra todos os dias pelas nossas casas dentro. Num país em que se lê ainda muito pouco – o que se estende naturalmente aos jornais –, a televisão ganha contornos especiais no que diz respeito à informação. É ainda, sobretudo para uma larga maioria dos cidadãos, o meio mais importante de comunicação. Com a evolução das novas tecnologias, nomeadamente da web e da televisão por cabo, o cidadão poderá individualizar o acesso à informação, decidindo, escolhendo as suas fontes. Cada um terá, dizem os gurus da comunicação, o seu canal de televisão, o seu jornal pessoal ou conjunto de jornais pessoais, a que acede a partir do seu ecrã de casa (muito mais do que um simples televisor), do seu computador portátil ou do seu telemóvel. O futuro é certamente risonho, mas, como em muitas coisas, tem custos e não é para todos. Só uma minoria, uma elite, poderá aceder a este tipo de serviço e ter condições (clarividência) para uma razoável selecção.
O cenário, ainda que pressentido, faz-nos pensar que a televisão generalista, em sinal aberto, será cada vez mais o grande meio de comunicação das massas (infoexcluídos do milagre comunicacional em acção). Ora, sem querer ser pessimista, bem temos visto o que tem acontecido a esses canais em matéria de programação – telenovelas, “programas da vida real” (?), o espectáculo (às vezes triste) da vida na nossa rua, o desejo de sucesso fácil e de 5 minutos de fama. Isto, que parece ser o paradigma da individualização da comunicação para o povão, tem perigos, e não são poucos.
A ideia de uma televisão (quase) gratuita garantiria um acesso a conhecimento, cultura, informação, ajudando a moldar uma sociedade mais livre, de cidadãos mais activos, mais conhecedores, mais independentes e capazes. A esperança, e o desejo, de que os profissionais que a constroem tenham uma formação de qualidade e um código deontológico que nos permita confiar no seu critério jornalístico e de programação, deveria ser o fio de prumo da sua função social, equilibrando todos os interesses que nela se colocam, mesmos os comerciais ou partidários. Porém, o caminho parece enublado e temos motivo para nos preocupar.
Todos os partidos, sem excepção, têm procurado, à sua maneira e com as “armas” de que dispõem, influenciar os canais de acesso ao povo eleitor, porque ainda é assim que se chega ao poder – e ainda bem! O problema, para mal dos nossos pecados, é que, em vez das ideias e do trabalho, parece ser apetecível acima de tudo a imagem que se cria e transmite de uma suposta realidade.
Vem isto a propósito – o que dava pano para mangas – da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que substituiu a Alta Autoridade (que nunca foi alta nem autoridade). Não é que os senhores deram à estampa um documento que pretende avaliar e regular “o pluralismo político-partidário no serviço público de televisão”? Através do controle do “número e natureza das peças emitidas pela RTP”, para já, querem decidir a percentagem de notícias a que Governo e Partidos Políticos têm direito. E objectivam mesmo as ditas percentagens: Governo e PS ficam com 50%, oposição parlamentar com 48% e não-parlamentar com 2%. Incrível! Pode verificar com os seus próprios olhos num computador perto de si. O texto, a roçar o poético, está no sítio web da ERC.
Sempre julguei que existia liberdade de imprensa em Portugal e que a autoridade para a comunicação social, tenha o nome e os sábios que tiver, devia pugnar por uma informação isenta, rigorosa, mas nunca em função dos votos que os partidos tiveram. Se um partido pouco votado se dinamizar, tiver mais ideias, mais acções, não terá direito a mais cobertura? Não deverá ser do escrutínio jornalístico o valor e interesse público de cada acontecimento? Este tipo de controlo parece mais próprio dos países do terceiro mundo ou das ditaduras iluminadas. Sinceramente!
Governo e Igualdade de Oportunidades.
Depois de ter lido uma bela revista da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, estrutura da Presidência do Conselho de Ministros, recordei-me da velha fábula das quotas. E lembrei-me então, qual cidadão interessado, de ir ver a composição do nosso governo para perceber até que ponto palavras são gestos. Surpresa!
Sem ser defensor das quotas, mas reconhecendo que a nossa política teria muito a ganhar com a acção de muito mais mulheres, quis perceber quantas tinham lugar na chefia dos nossos destinos. Não me interessa quantas estão na Assembleia da República – curiosamente representada por uma mulher –, porque isso tem que ver com o “esquema” muito próprio dos partidos, complexo, de ascensão (carreirismo) dos seus militantes. Até se podia dizer que elas não gostam de militar, não aparecem, o que também sabemos ter outros contornos. Mas interessou-me antes saber quantas estavam no poder executivo do país, porque isso depende apenas do convite de quem o encima e da competência das mulheres – nada obriga a que sejam militantes. Pelo que sabemos, e até a julgar pelo que se passa nas universidades, bem podemos sublinhar as suas capacidades e estranhar os resultados da pesquisa.
Em 50 membros do governo, de ministros a sub-secretários de Estado, incluindo o primeiro-ministro, apenas 5 são mulheres! Duas ministras, a da educação e a da cultura, a que se juntam 3 secretárias de Estado! E está tudo dito.
Fiquei ainda com uma dúvida. Que significado terá o facto de quase trinta serem professores do ensino superior? Não será certamente a proposta de lei do governo sobre o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior agora enviada ao parlamento, que parece uma excessiva e controleira machadada na autonomia universitária. Logo agora, sim senhor.
Nota: Texto publicado hoje na edição impressa do Diário de Aveiro. A opinião expressa nestas crónicas apenas vincula o seu autor.
12 de maio de 2007
Liberdade de imprensa
«A court in Azerbaijan has jailed two journalists for writing and printing a newspaper article that was critical of the Islamic religion and the Prophet Muhammad.
Samir Sadagatoglu, chief editor of the Senet weekly newspaper, was sentenced to four years in prison on Friday, while Rafik Tagi, a journalist at the paper, was given three years.»
in Al Jaseera via A Blasfémia
*
«Iran has banned Al-Jazeera from its parliament, saying one of its talkshows had insulted the most revered Shia cleric in Iraq.
Gholam Ali Hadad Adel, the parliament's speaker, said: "Parliament has decided to prevent Al Jazeera journalists from entering until this network makes a formal apology for insulting [Grand] Ayatollah Ali al-Sistani."»
in Al Jaseera via A Blasfémia
Samir Sadagatoglu, chief editor of the Senet weekly newspaper, was sentenced to four years in prison on Friday, while Rafik Tagi, a journalist at the paper, was given three years.»
in Al Jaseera via A Blasfémia
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«Iran has banned Al-Jazeera from its parliament, saying one of its talkshows had insulted the most revered Shia cleric in Iraq.
Gholam Ali Hadad Adel, the parliament's speaker, said: "Parliament has decided to prevent Al Jazeera journalists from entering until this network makes a formal apology for insulting [Grand] Ayatollah Ali al-Sistani."»
in Al Jaseera via A Blasfémia
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Liberdade de Imprensa
7 de maio de 2007
Darfur
Petição contra o genocídio no Darfur e pelo envio de uma força de interposição. Assine: http://www.europetition-darfour.fr/europetition_fr/index.php
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Política Internacional
27 de abril de 2007
25 de Abril
...De António Vitorino, no DN, e depois de uma chuva de disparates, um texto inteligente sobre as comemorações do 25 de Abril.
25 de abril de 2007
Dia da Liberdade
...Hoje comemora-se o dia da liberdade. Os fundadores desse dia não souberam entregá-lo, com as duas mãos, aos seus sucessores no poder, e muito menos ao povo, com especial gravidade no que concerne aos jovens.
...Portugal cresceu muito depois do 25 de Abril de 1974, sobretudo com a entrada no espaço europeu, é bom de ver. Ganhámos dineirinho vindo dos nossos novos "irmãos", cronstruimos infraestruturas básicas, escolas, universidades, estradas, piscinas e muitos centros comerciais.
...Mas falta-nos construir uma sociedade mais séria, mais justa, mais baseada nos valores e nas competências, mais baseada no ser do que no ter.
...A nossa classe política tem sido pródiga nesse falhanço, diga-se o que se disser. O seu exemplo tem sido muito mau.
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