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28 de abril de 2008

Timor-Leste

O meu grande amigo, irmão, José Gouveia, com os pés de molho naquelas águas fantásticas de Timor-Leste. Hakuak boot maun.

4 de abril de 2008

Imagens que valem por mil palavras

Homem enrolado em bandeira portuguesa, enterrada no dia da chegada das tropas invasoras indonésias ao suco de Liquiçá e lá escondida até à libertação de Timor. Fotografia de Eduardo Gageiro

5 de dezembro de 2007

Homenagem ao Benfica

Sport Díli e Benfica
Díli, Timor-Leste, 2003
Fotografia de Ângelo Eduardo Ferreira
Bem, depois do razoável jogo de ontem, que deu para ir à UEFA, fica aqui uma singela homenagem ao Benfica e aos benfiquistas. Uma fotografia da antiga sede do Sport Díli e Benquica. Um edifício que perdurou aos tempos conturbados, mesmo no período indonésio. Manteve-se sobretudo a placa em fero com as letras a encimar a entrada da antiga base dos vermelhos. Há 4 anos atrás era uma casa de fotocópias, de uns comerciantes chineses ou singapurenses ou tailandeses, confesso que nunca consegui perceber. Ou javaneses, why not? Mas o que fica para o boneco é que o Benfica não anda lá grande coisa, nem por lá.

30 de novembro de 2007

Fotografias de Timor-Leste

Baía de Díli ao amanhecer
Fotografia de Ângelo Eduardo Ferreira, 2003

12 de novembro de 2007

Massacre de Santa Cruz


12.11.2007 - 14h12

Dezasseis anos depois do massacre no cemitério de Santa Cruz, em Timor-Leste, os familiares das várias pessoas que continuam dadas como desaparecidas após o ataque mantêm viva a memória do terror vivido a 12 de Novembro de 1991, quando tropas indonésias dispararam sobre um grupo de milhares de manifestantes que rumava em direcção ao cemitério para relembrar Sebastião Gomes, morto dias antes. Foto: Lirio Da Fonseca/Reuters

20 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Algumas pessoas muito especiais. Timor-Leste.

14 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

A caminho de Tutuala, Timor-Leste

7 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Entrada do Cemitério de Santa Cruz, Díli, Timor-Leste
(fotografia de Ângelo E. Ferreira)

Há uns dias atrás contei como tinha chegado pela primeira vez, quase acidentalmente, até ao cemitério de Santa Cruz e Díli. Consegui descobrir nos meus arquivos as primeiras fotografias que tirei nesse dia mágico, muito emocionado. Hoje, que Timor volta a aparecer na caixinha mágica da televisão - não pelas melhores razões -, partilho convosco uma dessas imagens. A situação em Timor ainda se vai complicar antes de melhorar. Os políticos timorenses parecem não aprender com os erros do passado. E o povo é que sofre.

2 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Ambrósio, Ângelo, pai de um aluno da UNTL, Hercílio, Filomeno
Viagem Díli-Baucau, Timor-Leste

1 de agosto de 2007

Fotografias de Timor

Baía de Díli ao amanhecer, Timor-Leste
(fotografia de Ângelo Eduardo Ferreira)
Díli bay at dawn, the most spectacular way of starting a day. One of the most beautiful bays in the world. Lets see how elected president Ramos Horta deals with the difficult chalenge of designing a new government from the recent election to the national parliament. I hope that it brings peace to all east-timorese. That's enough. We are all tired. No one can stand it anymore. Anyone who loves Timor and has friends there is absolutely sick of it. Peace! After all, what have you all been fighting till 1999? What for? And why are you giving credit to those that often said that it was impossible to make a democratic country out of you? Those friends that still suport your independence and believe in your capacities ask for your courage and responsability. The people that made possible independence from Indonesia and it allies can certainly do better. We really hope so. I love that country, I've friends there, I can say I have sisters and brothers there, good people, the best. Political leaders, stop being irresponsible and selfish. Enough is enough.

17 de julho de 2007

Fotografias de Timor

Xanana Gusmão, Alexandre Gusmão e Ângelo Ferreira
Restaurante Casa Queimada, Díli, Julho de 2001

Esta fotografia é apenas parte de uma maior a que não tenho acesso onde estou. Na original estão mais umas pessoas que não posso deixar de referir: Profs. Carlos Couto (UM), Gabriel David (UP), Tomaz Dentinho (UAçores) e Francisco Diniz (UTAD).
Estávamos em missão em Timor, de uma semana, para organizar o projecto de cooperação de ensino superior. Nessa noite, fomos jantar à Casa Queimada onde, por acaso, Xanana jantava acompanhado da mulher e amigos. Como eu já conhecia o comandante, as pessoas pediram-me que lhe falasse para tirarmos uma fotografia com ele. Foi um momento muito agradável e animado de convívio.
Esta viagem seria muito marcante para mim. Especialmente no dia em que, de madrugada, saindo cedo do hotel, ainda a umas horas dos conmpromissos marcados pela Embaixada, vagueei pelas ruas de Díli ali próximas. Não conhecia nada e, portanto, ia à descoberta, procurando não me perder. Amanhecia e havia no ar aquele nevoeiro característico de Díli, que lhe dá um certo misticismo tropical, se juntarmos o calor permanente e os cheiros exóticos no ar.
Correndo atrás do cheiro das goiabas, fui dar a uma rua larga e muito comprida, que atravessava, ladeada por bananeiras, um bairro de casas humildes, a maioria destruídas (nos incidentes de 1999), outras construídas em chapa de zinco, mais recentes. A natureza era exuberante e abatia-se sobre mim com tal vigor que compensava em dobro, com a sua beleza, o aflitivo calor que se sentia, a sede crescente e o corpo suado, pegajoso. À medida que me embrenhava naquele verdejante e aromático percurso, começava a ficar mais nítido o cenário de fundo: a bela montanha que serve de guarda-costas a Díli.
Avancei por essa avenida, cumprimentando as simpáticas pessoas que ia encontrando e queriam conversar em português. Falámos de Portugal, Timor, das escola antiga, dos rios, das minas e dos apeadeiros da linha do norte em Portugal Continental, do Portugal do Minho a Timor, como antes se dizia e aprendia. Conversas surreais, muito divertidas, muito ilustrativas daquilo que se passou e passa em Timor.
Levei mais de uma hora a fazer cerca de trezentos, quatrocentos metros. A certa altura dou de caras com um muro alto do lado esquerdo, identifico um cemitério e, quando chego ao portão de entrada, quase desmaio. Estava à porta do cemitério de Santa Cruz! Quase dez anos depois das imagens que revoltaram meio mundo - sim, porque houve quem nunca se importasse -, eu estava ali, sem saber como, por coincidência feliz, eu estava ali. E reconheci imediatamente a capela ao fundo, mal se entra. Recordava bem aquelas imagens que me tinham levado a envolver-me, ainda que humildemente, na Causa Timorense. Aquelas campas por entre as quais as pessoas caíam, gritavam, eram atingidas pelas metralhas indonésias. E a capela, onde se via gente a rezar em português, um estudante baleado deitado no chão (Levy Coutinho, que veio a sobreviver e mais veio estudar para Coimbra), amparado por um colega. As imagens que Max Sthal fez e ajudaram a construir um caminho, um caminho para a liberdade.
Esse mesmo caminho que me levou a Timor, seguindo as pegadas da sorte e, talvez, de algo mágico, como o aroma da goiaba.

30 de junho de 2007

Fotografias de Timor


Ilhéu de Jaco, Timor-Leste
(Fotografias de Marta Chantal'2007 - clique para ampliar)

Jaco é um paraíso na Terra. Um lugar distante, mesmo para quem está em Timor. Cerca de 7, 8 horas de viagem, de jeep, contando com paragens pelo caminho para comer qualquer coisa, ou para outras necessidades fisiológicas. A viagem, apesar de dura, sobretudo para quem conduz, é deliciosa, e vale a pena repeti-la e repeti-la, vezes sem conta.
Díli, Metinaro, Manatuto - passando por Laleia, a aldeia do Comandante Xanana Gusmão -, Baucau (antiga Vila Salazar, quem diria), Lautém, um desvio a Lospalos, e finalmente Tutuala (antiga Nova Sagres), bem no extremo leste de Timor, de onde se desce à praia e, com a ajuda dos pescadores, se passa de beiro para o Ilhéu.
Durante a viagem, os olhos convertem-se a uma beleza renovada a cada olhar. Há sempre um ângulo diferente, uma tonalidade diferente no céu e no mar. A vegetação muda exuberantemente. A própria configuração dos terrenos não é a mesma a cada deslocação, dependendo das chuvas que se fizeram abater sobre aquele chão sagrado - algumas vezes não encontramos pedaços da estrada "velha", ou então não podemos passar porque a estrada está submersa nas águas que desceram da montanha sem avisar. Outras vezes, tal era o desejo de partir, avançámos mesmo com as núvens carregadas de aviso.
O impulso para passear em Timor, com aquele calor libertador, que nos limita a uns calções, uma t-shirt e chinelas, é o mesmo que temos em Portugal quando chega o Verão, e queremos ir para a praia ou para a montanha - incontrolável. Ali, longe de centros comerciais e de um mundo - o nosso - tão voltado para o consumismo, a futilidade e a distância entre pessoas, dá-se mais atenção ao convívio e à natureza, pelo que, a qualquer oportunidade, ninguém fica para trás. Toca de partir para o interior daquela ilha, que assombrou tantos portugueses que por lá passaram, voltando apaixonados, enfeitiçados.
Durante a viagem, temos a sensação que o avô crocodilo e todos os espíritos dos avós nos acompanham pela beira da estrada, entoando hinos ancestrais, chamamentos, um diálogo com o planeta, com as plantas, com os animais. Os eucaliptos brancos, pequenos, esguios e curvilíneos, parecem entrar nesse diálogo das tradições ancestrais, dançando, como as mulheres de Timor, um delicado tebedai (dança), ao ritmo marcado pelos babadok (tambores).
O caminho para um fim de semana de alegria e paz faz-se quase sempre junto ao mar, com a alma afundada naquele azul turquesa vibrante, mesclado das múltiplas variações de cor que nos vão surgindo à medida que Díli vai ficando para trás.
(continuaremos esta viagem)

Fotografias de Timor

Cidade de Deus, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)

28 de junho de 2007

Fotografias de Timor

Baía de Díli, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)
Avenida de Portugal, Timor-Leste
(fotografia de Marta Chantal'2007)
Que belas imagens de Díli, sem dúvida alguma! Ao olhar para elas sinto uma saudade enorme, uma nostalgia de fim de tarde. Lembro-me de passear pela Avenida de Portugal, sentindo aquele vento que inclina as palmeiras e, mais à frente, chegando ao Palácio do Governo, em direcção a Lecidere, os barcos, esses barcos místicos, num suave balanço, sobre os quais se abatem as maravilhosas cores do pôr-do-sol. Lá chegado, já não há vento. Ainda se encontram alguns pescadores e vendedores de peixe, sempre animados e dispostos a um contacto brincalhão com quem passa. Há que procurar vender. «Malae, ikan di'ak los.» Uma abanadela para despachar as moscas que o calor e o cheiro ali trouxeram, uma molhadela para lhes dar um ar mais fresco, e toca a meter conversa. Mais à frente o supermercado da Lita, as vendedoras de fruta nas bancas, as crianças a vender também, mas mais afoitas, atravessando a estrada para um contacto mais próximo com o cliente. E depois, vem aquele aroma do mar nos trópicos, ia jurar que com um bocadinho de goiaba que vem lá do Mercado Lama ou da estrada para Taibessi. Sentado na beira do mar, esse mar oceano, sabemos que Portugal está longe, mas existe, sobretudo no nosso imaginário da distância.

21 de junho de 2007

Boas notícias

Ilhéu de Jako, Timor-Leste


Boas notícias. Estive agora mesmo com o Samuel, estudante de Engenharia Química da Universidade de Aveiro, que acabou hoje o curso. Nada de anormal, portanto. Mas há aqui uma particularidade importante, que eu quero deixar aqui sublinhada para a posteridade. O Samuel será, até prova em contrário, o primeiro estudante timorense, daquele grupo de bolseiros que vieram em 2001, a terminar o curso! E com boas notas! Tudo certinho, direitinho. Grande Samuel, um orgulho para todos, um orgulho para a Ilha do Crocodilo.


Hoje sei que no Matebian os espíritos dos avós, dos katuas idos, comem Karau, bebem café Timor, fumam e regozijam pelo sucesso deste bom descendente.


Parabéns irmão.

22 de maio de 2007

Fotografias de Timor

O programa de cooperação entre as Universidades e Politécnicos públicos portugueses e a Universidade Nacional de Timor Lorosae, coordenado pela Fundação das Universidades Portuguesas, de que fui o representante em Timor de 2001 a 2004, teve recentemente um desenvolvimento importante.
Os alunos das primeiras "fornadas" receberam finalmente, seis anos depois, os seus diplomas. Voltarei a este assunto, mas, para contentamento daqueles que estiveram envolvidos na leccionação das cadeiras e apoiaram o projecto, deixo aqui algumas imagens que a Inocência Correia teve a amabilidade de me enviar.

(Filomeno e Inocência. Engenharia Informática, cursos de 2001 e 2002 respectivamente)

(graduados de Engenharia Informática. Curso de 2002)

11 de maio de 2007

Fotografias de Timor


O meu amigo Maurício Borges faz um blogue a partir de Timor. O primeiro blogue de um timorense a partir de Díli, que eu conheça, pelo que são óptimas notícias.
De nome CROMOS - aquilo que alguns professores portugueses chamavam a grupo muito unido, animado, simpático de alunos de Informática da Universidade Nacional, do qual fazia parte o Maurício -, este blogue é uma boa notícia! Teremos a oportunidade de ali ver belas imagens de Timor, das suas gentes e tradições! Falta apenas que esteja escrito também em português, pois aparece em Tétum e Inglês, língua que o Maurício domina bem.
Maurício, para quando escrever em português?

5 de maio de 2007

Timor-Leste

(Graduados em Eng. Informática pelo Projecto FUP/UNTL)

Para os amigos e irmãos em Timor-Leste envio um abraço de paz e amizade, com os votos de que as eleições corram bem, sejam o justo retrato da vontade do povo timorense e a base para tempos mais calmos, de desenvolvimento e maior prosperidade.
Esse chão de gente sofrida, mas de sorriso acolhedor, merece sementes de fraternidade e bem-estar.
Aos alunos que se graduaram pelo Projecto de Cooperação FUP/UNTL vai um abraço enorme de parabéns, força e boa sorte, e a esperança de que possam ter mais apoio do que tiveram até aqui e possam contribuir para o futuro do país de forma construtiva.
Um abraço especial ao Filipe e ao João Paulo Esperança, dois portugueses que gostam do que fazem e de Timor.